SEJAM BEM-VINDOS: BOA LEITURA.

AGRADEÇO POR SUA PARTICIPAÇÃO.

ESPERO QUE A LEITURA TENHA SIDO EDIFICANTE.

EFESIOS 5:11 "E NÃO SEJAIS PARTICIPANTES NAS INFRUTIFERAS OBRAS DAS TREVAS, ANTES POREM REPROVAI-AS."

8 de março de 2011

BEREIANO: O destino dos ímpios, castigo eterno para quem não...

BEREIANO: O destino dos ímpios, castigo eterno para quem não...: " Depois de alguns comentários que recebio da postagem sobre o Universalismo, e também que estava faltando textos Bíblicos sobre o torme..."

7 de março de 2011

ESSES HOMENS E SUAS MAQUINAS MARAVILHOSAS- BLUE ANGELS- ESQUADRÃO DE DEMONSTRAÇÃO AEREA DA US.NANY-MARINHA AMERICANA.





RESOLVI MUDAR UM POUCO, POSTEI UM VIDEO DE UMAS DAS COISAS QUE GOSTO. AVIAÇÃO MILITAR.

6 de março de 2011

"ÚLTIMA GRANDE TRANSFÊNCIA DE RIQUEZAS"




Morris Cerullo e a “Última Grande Transferência de Riquezas”

É com grande tristeza que tenho testemunhado o surgimento de uma nova heresia a nível mundial. O Pr. Morris Cerullo, o “grande profeta” internacional da atualidade, afirma ter recebido de Deus uma profecia relacionada aos últimos tempos. Tal profecia foi posteriormente batizada de “A Última Grande Transferência de Riquezas”. O Pr. Morris Cerullo chegou a escrever um livro com este mesmo nome. No livro ele tenta explicar esta profecia, supostamente dada por Deus.
No início de agosto de 2009, o Pr. Morris Cerullo, em visita ministerial ao Brasil, foi convidado pelo Pr. Silas Malafaia para participar do programa Vitória em Cristo, exibido pela Rede Bandeirantes, apresentado e dirigido pelo próprio Pr. Silas Malafaia. Durante o programa o Pr. Morris Cerullo resolveu expor e explicar a profecia da “unção financeira” aos telespectadores brasileiros. Cerullo afirmou que ele e Deus haviam dialogado abertamente antes do programa ir ao ar. Segundo Cerullo, Deus lhe revelou algo extraordinário naquela íntima conversa.
Quando o programa estava no ar, Cerullo passou ainda uma nova “revelação” de Deus, dada especificamente para o programa (ele diz que não combinou nada com o Pr. Silas). Segundo ele, Deus lhe pediu para falar a todos os telespectadores que, em alguma época de suas vidas receberam promessas financeiras, mas que até aquele dia nada havia mudado em suas finanças. Cerullo disse (que Deus disse) que se estas pessoas fizessem uma “oferta voluntária” de R$ 900,00 (novecentos reais) todas as promessas financeiras seriam cumpridas até o dia 01 de janeiro de 2010. Uma revelação surpreendente, não é mesmo? O problema é que Morris Cerullo já demonstrou ser um falso profeta, devido a diversas profecias não cumpridas no passado.
No ano de 1989, Morris Cerullo fez uma série de profecias “bombásticas”. Na maior delas ele disse que até o ano de 1994, os Estados Unidos da América iriam passar por uma crise financeira que faria a grande depressão de 1929 parecer um simples piquenique. Contrariando o que Cerullo profetizou, a década de 90 foi a década de maior prosperidade financeira da história dos Estados Unidos. Nenhuma crise financeira se instalou em nenhum momento daquela década. Todas as outras profecias que Cerullo revelou em 1989 falharam em todos os aspectos. Nada se cumpriu.
Ainda no programa, Morris Cerullo disse que Deus lhe revelou que nestes últimos tempos deseja derramar sobre seu povo uma grande “unção financeira”. Segundo ele Deus disse: “Filho, eu quero que você diga a meu povo que, nestes últimos dias, eu tenho uma unção muito especial para derramar sobre eles”. Neste momento Cerullo interrompeu Deus e disse: “Uma unção financeira?”. Então Deus lhe respondeu: “Sim, filho, uma unção financeira. Farei algo na vida deles que eu nunca fiz antes. Vou liberar sobre eles uma unção financeira”. É preciso muito cuidado com revelações do tipo “Deus nunca fez isto antes”, pois este método costuma ser muito usado por falsos profetas. Faz parte do “show” deles, com claro intuito de emocionar os ouvintes.
Através de uma série de distorções de passagens bíblicas, forçando interpretações e sem se preocupar em explicar o contexto das passagens, Cerullo tentou explicar a finalidade de tal unção que Deus supostamente revelara. Cerullo usou até mesmo uma espécie de “numerologia evangélica”, dizendo que o número 9 para Deus significa ‘completo’. Só não se sabe de onde ele tirou essas idéias, da bíblia é que não foi. Cerullo também citou a passagem bíblica de 2 Crônicas 20.20 (que diz que devemos crer nos profetas de Deus) como forma de tentar comprovar a autenticidade de suas profecias. Mas o que Cerullo não disse é que a Bíblia revela que para que um profeta seja considerado verdadeiro é preciso que suas profecias se cumpram perfeitamente. E como já vimos, Cerullo já demonstrou estar longe de ser um verdadeiro profeta de Deus. Como alguém poderia dar crédito a um profeta com o histórico de Morris Cerullo?
No seu livro “A Última Grande Transferência de Riquezas”, Cerullo afirma que Deus irá transferir todas as riquezas dos ímpios miraculosamente para as mãos de seu povo. Segundo ele afirma, esta unção financeira servirá para cobrir as despesas com o evangelismo mundial dos últimos tempos, valor que ele considera astronômico, mas que os cristãos não devem se preocupar, porque o custo da “colheita do tempo do fim” não é surpresa para Deus (A Última Grande Transferência de Riquezas, Morris Cerullo, Editora Central Gospel, pag. 06).
Segundo as revelações feitas por Cerullo em seu livro, Deus está pretendendo redistribuir os bilhões e trilhões de dólares que estão concentrados nas mãos das pessoas que ele (Cerullo) chama de “megaespertalhões deste mundo” (A Última Grande Transferência de Riquezas, Morris Cerullo, Editora Central Gospel, pag. 07). Isto significa que, segundo este “profeta”, o mundo está prestes a testemunhar uma grande revolução financeira. Ainda segundo Cerullo, os cristãos que crerem nesta “visão” ficarão milionários quase que da noite para o dia. Sinceramente, nunca ouvi tanta bobagem teológica, seria até hilário se não fosse herético.
O que a Bíblia revela sobre as riquezas?
A Bíblia revela que nem sempre os que confiam em Deus devem ser ricos, e nem sempre os incrédulos devem ser pobres. O salmista revela que os servos de Deus não devem cobiçar as riquezas dos ímpios (Salmo 73.3). A diferença primordial entre o que serve a Deus e o que não o serve não está nas riquezas materiais, mas no estilo de vida e nos elevados padrões morais.
Jesus revelou que as riquezas são quase sempre um empecilho a salvação dos homens (Mateus 10.24). A posse de riqueza materiais é algo perigoso, pois pode levar a avareza, a qual escraviza o coração e sufoca a vida espiritual (Marcos 4.29). Deus conhece o coração dos homens e sabe que nem todos os seus filhos saberiam lidar com as riquezas sem que elas os levassem a ruína espiritual. Por isso as Escrituras dizem que os cristãos não devem desejar ser ricos (1 Timóteo 6.9).
Cerullo justifica esta revolução financeira baseado no que Deus realizou na vida de alguns seus servos do passado, ele cita José, Moisés e Salomão como exemplos. Em seu livro, através de uma tendenciosa interpretação bíblica, Cerullo chega a afirmar que Deus entregou TODAS as riquezas do Egito nas mãos de seu povo após libertá-los da escravidão (A Última Grande Transferência de Riquezas, Morris Cerullo, Editora Central Gospel, pag. 37). Cerullo usa essa tosca interpretação para afirmar que Deus irá fazer exatamente isso nestes últimos dias. A falta de consistência teológica de Cerullo fica evidente quando analisamos atentamente as Escrituras. É impressionante como esse tipo de interpretação só existe na mente dos adeptos da teologia da prosperidade.
Examinando as Escrituras
Na ocasião da libertação do povo de Israel do Egito liderada por Moisés, as Escrituras revelam que Deus permitiu que eles levassem APENAS certa quantidade de ouro, prata e vestimentas (Êxodo 12.35), além dos animais que já pertenciam a eles (vers. 32). É válido lembrar que estas jóias, ainda que poucas, posteriormente tornaram-se o motivo da ruína de muitos deles, pois foi este mesmo ouro que eles usaram para fabricar um ídolo para adorar, o bezerro de ouro (Êxodo 32.3,4), provocando a ira de Deus. Este é um exemplo do perigo que a posse de riquezas pode significar para o povo de Deus. A posse de riquezas pode levar às tentações pecaminosas.
No caso de José e Salomão, Deus realizou algo pessoal e específico na vida de cada um deles, de acordo com seus sábios propósitos. Ambos alcançaram status e regalias devido ao fato de que Deus os colocou em cargos de liderança. José foi governador do Egito e Salomão foi nomeado rei de Israel. É importante salientar que nem por isso todo o povo de Israel ficou rico nestas ocasiões. As dificuldades financeiras sempre existiram em Israel (Deuteronômio 15.7). Logicamente que Morris Cerullo nunca faz questão de esclarecer estes pontos em suas pregações avarentas. Bem pudera, pois isto somente iria estragar seus planos enganosos. A correta interpretação da palavra de Deus costuma ser como “pedras” nos sapatos dos pregadores da teologia da prosperidade.
O grande engano
É lamentável que muitos cristãos estejam caindo no “conto da riqueza” falsamente profetizada por Cerullo e os milhares de ministros da prosperidade ao redor do mundo. Isto se deve ao pouco conhecimento bíblico por parte destes cristãos. Infelizmente, poucos cristãos possuem o discernimento espiritual para identificar as doutrinas heréticas que rondam as igrejas. Poucos conseguem identificar aqueles que manipulam as Escrituras para conseguirem o que querem. Isto ocorre porque a maioria dos cristãos não busca um relacionamento íntimo com Deus, por isso não costumam orar pedindo discernimento de espírito, um dom espiritual importantíssimo.
Assim como o escritor de Hebreus exortou, devido à falta de oração e dedicação diária ao exame das Escrituras, a Igreja atual está repleta de "crianças imaturas" (Hebreus 5.12-15), cristãos que não são experimentados na Palavra da Justiça. Estes estão sofrendo de desnutrição espiritual devido à falta de disciplina e sede pela Palavra de Deus. Segundo o apóstolo Paulo, estes cristãos se comportam como “meninos inconstantes”, sendo facilmente enganados por ventos de doutrinas pregadas por homens desviados da verdade (Efésios 4.14).Bíblia Sagrada vs. Revelações de Cerullo
Voltando às “revelações” do Pr. Morris Cerullo, vimos que as explicações que ele usou em seu livro para justificar a tal “transferência de riquezas” se desfazem em pó quando analisada à luz das Escrituras. Toda suposta “nova revelação” dada por qualquer um que se diga profeta deve ser analisada, passando pelo crivo das Escrituras Sagradas (Mateus 22.29). Crer em tudo o que se ouve por aí é sinal de imaturidade espiritual. Tudo deve ser peneirado pelas revelações Bíblicas.
Cerullo afirmou em seu livro que é necessário um valor astronômico de dinheiro para alcançar o mundo para Cristo. Talvez Cerullo nem mesmo conheça as Escrituras (ou finge que não conhece). Veremos o que as Sagradas Escrituras mostram. As Escrituras demonstram que a Igreja primitiva jamais dependeu de uma “unção financeira” para que toda a Ásia Menor e leste Europeu fossem amplamente evangelizados através das viagens missionárias do apóstolo Paulo.
As Escrituras relatam que apesar das dificuldades financeiras enfrentadas pela Igreja primitiva, que eram reais (2 Coríntios 8.2), o poder de Deus fez com que o Evangelho alcançasse todo o mundo habitado daquela época (Atos 17.6). E por que Deus não faria o mesmo nos dias de hoje? Por que Cerullo diz que seria necessária uma unção financeira sobre a Igreja para que o mundo atual seja alcançado para Cristo? Será que Deus perdeu o seu poder? Sabemos que para Deus nada é impossível. O mesmo Deus que operou no passado continua operando nos dias atuais. As escrituras revelam que Jesus é o mesmo ontem, hoje e será eternamente (Hebreus 13.8).
Segundo as Escrituras, o apóstolo Paulo nunca dependeu de grandes recursos financeiros para alcançar os perdidos para Cristo. Mas Paulo dependia, e muito, do poder e autoridade do Espírito Santo, que operava poderosamente através de seu ministério o capacitando e realizar maravilhas em nome de Jesus (Romanos 15.19). Multidões eram alcançadas para Cristo. Isto porque não são os recursos financeiros que fazem a diferença na obra missionária, mas sim a presença e unção do Espírito Santo. As Escrituras Sagradas revelam que o suprimento da obra missionária na Igreja primitiva não dependia de cristãos milionários, mas de cristãos que amavam o Evangelho, cheios do Espírito Santo, dispostos a ofertar, ainda que não fossem milionários (2 Coríntios 8.1-3).
Os pregadores da riqueza: novas revelações como pretexto para a avareza
Certamente o apóstolo Paulo chamaria a extraordinária “unção financeira” do Pr. Morris Cerullo de "pretexto de avareza" (1 Tessalonicenses 2.5). É costume dos pregadores da prosperidade alegar o recebimento de “novas revelações” como pretexto para disfarçar o amor que nutrem pelo dinheiro. O apóstolo Pedro prenunciou o aparecimento dos ministros da avareza, dizendo: “... movidos pela ganância, e com palavras fingidas, eles farão de vós negócio” (2 Pedro 2.3). Os pregadores da prosperidade costumam rebaixar o Evangelho de Cristo a um mero “negócio”.
Já ouvi certo famoso pregador internacional (Mike Murdock) afirmar que, apesar de muitos pensarem ao contrário, Jesus na verdade era um homem rico, pois ele tinha até mesmo um tesoureiro para cuidar de seus “negócios”. Essa afirmação é lamentável. As Escrituras dizem que Jesus se fez pobre materialmente para que enriquecêssemos espiritualmente (2 Coríntios 8.9).
O que o povo de Deus está realmente precisando é não é de uma “unção financeira”, mas da poderosa unção do Espírito Santo, a qual capacita o cristão a pregar o evangelho com grande autoridade (Atos 1.8; 4.31). A profecia da “unção financeira” pregada por Cerullo não passa de heresia, impulsionada por uma cobiça oculta. Isto é fruto da apostasia doutrinária dos últimos tempos, profetizado pelo apóstolo Paulo em 1 Timóteo 4.1. As heresias sempre foram um problema para a Igreja de Cristo. Somente o conhecimento da Escrituras Sagradas pode nos proteger dos falsos ensinos, que são inspirados por satanás: o pai da mentira (João 8.44).
Somente com a capacitação do Espírito Santo, alcançada através de uma vida de fervorosa oração e santidade é que o mundo poderá ser efetivamente alcançado para Cristo. Se todo cristão fizesse sua parte em prol da divulgação do Evangelho, certamente não levaria muito tempo para que todas as nações da terra fossem evangelizadas. Esta é a verdadeira revelação que Jesus fez aos seus discípulos ao ressuscitar “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho (Marcos 16.15). Esta é a verdadeira revelação de Deus, que dever ser crida e obedecida em todas as igrejas cristãs.
O fato é que estamos vivendo uma época de grande confusão e enganos doutrinários na Igreja, e como já disse, isto é fruto do pouco conhecimento bíblico por partes dos cristãos. As Escrituras estão se cumprindo diante dos nossos olhos. Jesus está às portas. Os falsos mestres estão por todos os lugares. Como o apóstolo Paulo já havia alertado no passado, a sã doutrina não está mais sendo suportada (2 Timóteo 4.3). Para muitos ela já perdeu a graça. Porém, na verdade os que não a suportam é que perderam totalmente a graça de Deus.



Mais do que nunca a Igreja precisa atentar para a sã doutrina, que nos livra dos falsos profetas.



Por isso, oremos e sejamos sóbrios,



Que Deus possa abrir os nossos olhos espirituais!



Igor Chastinet.

Camiseta Genizah - Sou cristão - Preta :: Mádua: Livraria evangélica / gospel

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1 de março de 2011

A PODER EM SUAS PALAVRAS! AH É? DESDE QUANDO?





E PRONTOOO
PLIMPLIM








"QUEM JÁ NÃO OUVIU AS FRASES?  RECEBAAAAA....TOME POSSE MEU IRMÃO....PROFETIZA MEU AMADO SOBRE SEU IRMÃO...EU DETERMINO...EU DECLARO, CHEGA A SER CÔMICO PARA NÃO DIZER TRÁGICO.

Muitos “chavões” ou “jargões” têm invadido as igrejas evangélicas no Brasil. Frases como: “Eu te abençôo”, “Eu profetizo”, “Toma posse da bênção”, "Eu determino", "Eu declaro", entre outras, viraram formas arrogantes de os crentes exercitarem sua fé ou de se dirigirem a Deus, exigindo bênçãos imediatas. Preocupados com essa nova linguagem e com essa nova postura, faremos uma rápida análise do contexto evangélico atual, para que possamos entender o porquê dessas invencionices, praticadas durante as chamadas "ministrações", realizadas nos cultos.

1. Os Jargões e as Doutrinas Modernas
Muitos jargões surgiram como resultado de doutrinas controvertidas, como a crença em “maldição hereditária”, a “confissão positiva”, a “incubação de bênçãos”, a “teologia da prosperidade”, entre outros ensinamentos antibíblicos. Essas doutrinas equivocadas são usadas pelo inimigo para enganar e tirar dos cristãos a exclusividade da fé em Cristo, que é suficiente para libertar, curar e proteger os servos de Deus de toda força do mal. O desejo do inimigo é, também, sustentar, na mente dos evangélicos, essas inovações doutrinárias, contaminando-os com doutrinas de demônios.
1.1 Os jargões evangélicos e a confissão positiva
A chamada "confissão positiva" coloca o peso das realizações espirituais "nas palavras pronunciadas e na atitude mental da pessoa", de quem está ministrando, desconsiderando a genuína fé em Deus (At 3:16; Hb 12:1-2). Essa atitude é apoiada na falsa crença que diz: “Há poder em suas palavras”, como se as palavras humanas tivessem poder de criar, de intervir, de mudar situações. A ênfase é posta no homem, e, raramente, o ministrante cita o poder da Palavra ou o poder de Deus (Rm 1:16-17). Há dezenas de livros ensinando os crentes a agirem assim. A maioria dos fiéis não percebe que está caminhando para o abismo espiritual, lugar daqueles que se afastam das verdades bíblicas.
1.2 Os jargões evangélicos e a incubação de bênçãos
A conhecida "Incubação de bênçãos" é um desdobramento da crença na "confissão positiva". Consiste no seguinte: O crente incauto é ensinado a "gerar uma imagem mental", direcionada para o alvo que se pretende alcançar; por exemplo: se o crente deseja um carro, deve engravidá-lo mentalmente, para que Deus possa conceder-lhe a graça. É ridículo, mas, infelizmente, centenas de crentes deixam-se enganar. Essa atitude tem levado muitas pessoas ao comodismo, à inércia espiritual e a uma atitude preguiçosa, pois já não se esforçam para conseguir, com trabalho duro e honesto, aquilo de que precisam. Pelo contrário, ficam à espera do momento em que a bênção irá “cair do céu”. Da crença na "incubação das bênçãos", surgiu a arrogante frase: "Toma posse da bênção”. Isso simplesmente não existe na palavra de Deus.
1.3 Os jargões evangélicos e a mania de querer mandar em Deus
Chavões tais como: “Eu declaro”, “Eu ordeno”, “Eu profetizo”, "Eu decreto", são pronunciados sem a menor reflexão ou sentido de responsabilidade. Os crentes e, infelizmente, muitos líderes, comportam-se como se fossem Deus; colocam o "EU" na frente e soltam palavras que não fazem parte das alianças divinas, das promessas divinas, dos oráculos divinos, dos estatutos divinos, da graça divina, da misericórdia divina, do amor divino. Falam da forma como Deus não mandou falar, declaram o que Deus não mandou declarar. “Eu declaro”, “Eu ordeno”, “Eu profetizo”, "Eu decreto" são expressões despidas da espiritualidade ensinada na palavra de Deus; são frases que revelam a altivez do coração humano, são palavras que, por não terem respaldo bíblico, não mudam situação alguma.
Os cristãos precisam entender que não podem dar ordens a Deus! É Deus quem determina; é Deus quem decreta; é Deus quem declara; é Deus quem abençoa. É Deus; não sou eu. Ele é tudo; eu sou nada! Eu sou servo; Deus é Senhor! Ele é soberano; eu apenas obedeço à sua Palavra. A Deus, toda a glória! Assim, não é a minha vontade que deve prevalecer. Jesus não só nos ensinou a orar: ... seja feita a tua vontade (Mt 6:9 e 10), como também pôs em prática o que ensinou: ... todavia, faça-se a tua vontade ... (Mt 26:42). Pronunciar uma frase por deliberação própria e dar a entender que está autorizado por Deus, sem, na verdade, estar, é enganar o rebanho do Senhor. Deus não opera onde há engano; não compactua com enganadores e não terá por inocente aquele que tomar seu nome em vão (Êx 20:7).
1.4 Os jargões evangélicos e o egocentrismo
O que nos chama à atenção nessas manias, nessas invencionices, é o seguinte: quanto mais elas se alastram, mais o nome de Deus desaparece e o "EU" entra em cena. É trágico: os cristãos vão se tornando embrutecidos, achando que podem assumir o lugar do Altíssimo Deus. E não é este o incansável desejo de satanás? Veja, leitor: Cada vez mais os cristãos expressam o desejo de assumir o lugar de Cristo: “Eu ordeno”, “Eu profetizo”, Eu te abençôo”. É o "EU" como centro da fé; é o egocentrismo religioso em marcha; é o endeusamento do egoísmo; é a divinização do homem.
Os cristãos precisam entender que Jesus não permitiu que o seu "EU" aparecesse. Quando alguém o chamou de “bom Mestre”, ele desviou de si a atenção e disse: ... bom só há um, que é Deus ... (Mt 19:17). É preciso ter muito cuidado com o egocentrismo religioso: o "EU" atrai para o homem a glória que a Deus pertence, sendo o resultado de tal atitude a morte eterna.
2. Reflexões Bíblicas Sobre Alguns Jargões
É necessário muita graça e sabedoria divina para discernirmos o ensino que é de Deus e o ensino que é do diabo. A ausência de estudos da palavra de Deus, ministrados de forma sistemática, tem dado oportunidade para a entrada de heresias, acompanhadas dos chavões religiosos, nas igrejas. Por isso, somos convidados a refletirmos sobre seguinte questão: A utilização dessas estranhas expressões tem o apoio da Bíblia? Avaliemos algumas delas:
2.1 "Eu te abençôo”
Os servos de Deus, em nome do Senhor Jesus, são bênção para as pessoas. A Bíblia diz: ... estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome ... (Mc 16:17). Todas as bênçãos divinas são derramadas através dos servos, em nome de Jesus.
Em lugar de "Eu te abençôo", o cristão deve dizer: “O Senhor te abençoe”, conforme o ensino bíblico: Fala a Arão, e a seus filhos, dizendo: Assim abençoareis os filhos de Israel; dir-lhes-eis: O Senhor te abençoe e te guarde. (Nm 6:23 e 24). O nome do Senhor precisa ser invocado e não o "EU". O "EU" é carne; o "EU" é pecador; o "EU" é corrompido; o "EU" não é divino; é humano.
Vejamos o complemento da palavra de Deus: Assim porão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei. (Nm 6:27). Vejamos também quem pode ordenar a bênção: ... porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre (Sl 133:3); ... então eu mandarei a minha bênção sobre vós ... (Lv 25:21); ... o Senhor mandará que a bênção esteja contigo ... (Dt 28:8); ... Eu o abençoarei (...) abençoarei os que o abençoarem ... (Gn 12:2-3). Será que Deus mudou? Não encontramos, nem no Antigo nem no Novo Testamento, alguém fazendo uso do “EU te abençôo”. Se esse ensino esquisito não vem da Bíblia, de onde vem?
2.2 “Eu profetizo”
O ministério profético cessou. Todos os profetas de Deus foram rejeitados e mortos (Mt 23:37). Segundo a palavra de Deus, o que existe hoje, na igreja do Senhor, é o "Dom da Profecia". Profecia, então, é um "Dom espiritual" (I Co 12:10), útil para que Deus fale de maneira sobrenatural às pessoas, assim como, pela "variedade de línguas", se fala sobrenaturalmente a Deus. O "Dom espiritual" é uma capacidade sobrenatural que atua nos filhos de Deus, quando Deus quer, e para o que ele achar proveitoso (I Co 12:11). Por isso, o uso da frase “Eu profetizo” é totalmente inadequado.
A Bíblia ensina que a profecia não depende do "EU" querer: ... porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirado pelo Espírito Santo. (II Pe 1:21). É bom observarmos que os homens santos de Deus também não usaram essa frase; ao contrário, quando profetizaram, disseram: Assim veio a mim a palavra do Senhor ... (Jr 1:4); Assim diz o Senhor ... (Jr 2:5; Is 56:1; 66:1); Ouví a palavra do Senhor ... (Jr 2:4); E veio a mim a palavra do Senhor (...) disse o Espírito Santo ... (At 13:2); ... Isto diz o Espírito Santo ... (At 21:11); Mas o Espírito expressamente diz ... (I Tm 4:1). Em todos os casos, não aparece o "EU", aparece a pessoa divina.
Pense bem: Como é que eu e você vamos profetizar bênçãos, sem que Deus tenha nos autorizado, em sua palavra, a Bíblia Sagrada? Como é que eu e você vamos profetizar, se, em nós mesmos, não há bênçãos para oferecermos, visto que a Palavra afirma que, em nossa natureza, não habita bem algum? Como é que eu e você vamos profetizar bênçãos em nosso nome, se a Bíblia afirma que toda boa dádiva, todo dom perfeito vem do alto, do Pai das luzes, em quem não há mudança e nem sombra de variação?
Essa arrogância do "Eu te abençôo" deriva da falsa crença na "confissão positiva", que leva as pessoas a crerem em que há poder nas suas próprias palavras. Daí acharem que podem profetizar bênçãos a qualquer momento e a qualquer pessoa. A Bíblia condena essa falsa crença, pois somente Deus tem poder para abençoar.
Além de tudo isso, é estranho o fato de que as pessoas que vivem dizendo: "Eu profetizo" só "profetizem" bênçãos e mais bênçãos, sendo que, nas profecias bíblicas, o Espírito Santo inspirava os profetas a anunciarem bênçãos, castigos, catástrofes, juízos aos desobedientes à palavra de Deus, repreensão, etc. Não é estranho, hoje, as pessoas "profetizarem" somente bênçãos? Se Deus não muda, de onde está vindo a inspiração para essa gente "profetizar"?
Outro fator a pensar é este: As pessoas que profetizam bênçãos não esclarecem que tipos de bênçãos. As profecias bíblicas sempre especificaram que tipo de bênção ou de juízo sobreviria ao povo. Mas, hoje, é só isto: "Eu te abençôo". É um procedimento totalmente fora da palavra de Deus.
2.3 “Tomar posse da bênção”
Não encontramos o uso dessa expressão no Antigo e nem no Novo Testamento. É um jargão de uso freqüente nas igrejas cujas reuniões têm como tema e propósito principal pregar e receber a prosperidade material, que eles reduzem a bênçãos. Os seus líderes não se preocupam com nutrir o rebanho com as verdades da palavra de Deus, que conduzem à salvação em Cristo Jesus (II Tm 3:14 e 15)
Essa frase surgiu para fortalecer a doutrina da "incubação de bênçãos". Como já vimos, neste texto, primeiramente a pessoa tem a “visualização positiva” da bênção desejada, isto é, concebe, em sua mente, o que ela quer receber, e, em seguida, é motivada a “tomar posse bênção”.
A "incubação de bênçãos", a "visualização positiva" e o uso do termo “tomar posse da bênção” são atitudes que substituem a fé operante e a atuação divina, levando as pessoas a crerem em que tudo depende da força da mente e das palavras de poder pronunciadas por elas. Comparando isso com o procedimento de Jesus e dos apóstolos, afirmamos que é errado usar o termo "Toma posse da bênção" como meio de termos as bênçãos divinas concretizadas em nossa vida. Os discípulos de Jesus nunca cometeram esse tipo de equívoco, pois, em lugar de dizerem: "Toma posse da bênção”, eles disseram: ... se tu podes crer; tudo é possível ao que crê (Mc 9:23); ... Tende fé em Deus ... (Mc 11:22), ... grande é a tua fé! ... (Mt 9:28) ... Seja-vos feito segundo a vossa fé (Mt 9:23); Em nome de Cristo, o nazareno, levanta-te e anda ... (At 3:6). Assim, em vez de as bênçãos serem direcionadas para o homem, a palavra de Deus ensina as pessoas a direcionarem suas esperanças para Deus, através da fé.



Conclusão



Doutrinas heréticas têm ocupado a mente e o tempo de muitos crentes. Elas não conduzem as pessoas a confiarem no sacrifício do Calvário, na cruz do Senhor, no sangue de Jesus, que nos purifica de todo o pecado, mas levam as pessoas a se envolverem com várias práticas estranhas à Palavra inspirada pelo Espírito Santo. Essas heresias são caracterizadas, na Bíblia, como o “outro evangelho” (Gl 1:8), chamado, pelo apóstolo Paulo, de anátema ou maldito.
Conhecendo a origem de algumas doutrinas, como, por que e para que surgiram, e somando isso aos esclarecimentos feitos à luz da palavra de Deus, você deve pedir a Deus graça e sabedoria, para ensinar à igreja o caminho da luz e para conduzir os filhos de Deus dentro dos propósitos do evangelho da graça divina, para que não se percam, mas tenham a vida eterna.



FONTE: C.A.P.D.