ESTE É UM BLOG FOI IDEALIZADO COM O OBJETIVO DE INFORMAR, EDUCAR, DEBATER E ESTRUTURAR TEOLOGICAMENTE OS INTERESSADOS. NÃO VISA DE FORMA ALGUMA A CRITICA DESTRUTIVA, MAS CONSCIENTIZAR OS CRENTES EM JESUS CRISTO, A RESPEITO DAS VERDADES BIBLICAS FRENTE AS HERESIAS DESTRUIDORAS QUE TEMOS PRESENCIADO NESSES ULTIMOS DIAS DA IGREJA DE CRISTO NA TERRA.
SEJAM BEM-VINDOS: BOA LEITURA.
AGRADEÇO POR SUA PARTICIPAÇÃO.
ESPERO QUE A LEITURA TENHA SIDO EDIFICANTE.
EFESIOS 5:11 "E NÃO SEJAIS PARTICIPANTES NAS INFRUTIFERAS OBRAS DAS TREVAS, ANTES POREM REPROVAI-AS."
ESPERO QUE A LEITURA TENHA SIDO EDIFICANTE.
EFESIOS 5:11 "E NÃO SEJAIS PARTICIPANTES NAS INFRUTIFERAS OBRAS DAS TREVAS, ANTES POREM REPROVAI-AS."
13 de janeiro de 2011
PRINCIPIOS DE INTERPRETAÇÃO BIBLICA.
Princípios de Interpretação Bíblica
Por Misael Batista do Nascimento
Uma grande responsabilidade do professor cristão é interpretar corretamente a Palavra de Deus. Esta é a base da obra de ensino e pregação. De nada adianta sermos excelentes comunicadores, sabermos utilizar muito bem as modernas técnicas didáticas, se entendermos mal os ensinos bíblicos, e os passarmos adiante de forma inadequada. O objetivo dessa apostila é transmitir noções básicas de interpretação das Escrituras.
A disciplina da interpretação é chamada de exegese ou hermenêutica. Existe entre os teóricos uma certa divergência nesta questão. D. A. Carson, Ph. D. pela Universidade de Cambridge, atualmente professor de Novo Testamento na Trinity Evangelical Divinity School, em seu livro A Exegese e suas Falácias, considera todo o trabalho de interpretação como exegese. Da mesma linha de pensamento é a obra de W. D. Chamberlain, Gramática Exegética do Grego Neo-testamentário, na qual o autor define exegese como "a ciência da interpretação". Gordon D. Fee e Douglas Stuart, no livro Entendes o que Lês?, fazem uma diferenciação entre a exegese e a hermenêutica. Segundo eles, exegese diz respeito ao resgate do significado do texto para os leitores originais, e abrange todas as técnicas de análise histórico-crítico-gramatical, ao passo que a hermenêutica é a arte de aplicar hoje os princípios descobertos no texto.
Minha posição quanto a essa questão é que não precisamos nos preocupar com estes pormenores acadêmicos. A título de simplificação utilizarei a expressão "Interpretação Bíblica ou IB" como significando todo o trabalho de interpretação, do início da análise gramatical até a aplicação final do texto para a nossa realidade atual.
Na verdade, todos nós praticamos a IB em nossas vidas diárias. Todos lemos a Bíblia e deciframos subjetivamente o que ela significa para nós. Segundo as doutrinas do sacerdócio universal e da obra didática do Espírito Santo, cremos que qualquer cristão pode entender o conteúdo básico das Escrituras. Rejeitamos o dogma católico de que o entendimento da Palavra de Deus só pode ser adequadamente obtido através da ingerência de um magistério da Igreja ou das proposições do Papa. Apesar disso, existem alguns princípios gerais que precisam ser conhecidos e utilizados na interpretação, principalmente pelos professores e pregadores. Nessa apostila compartilharemos os mais importantes.
Trazendo para hoje uma palavra de ontemUm dos grandes desafios da interpretação é cultural. A Bíblia foi escrita para pessoas de outro tempo. Isso pode parecer estranho, mas vou já explicar. Quando, por exemplo, o apóstolo Paulo sentou-se para escrever a sua carta aos efésios, ele não estava pensando nos cristãos brasileiros. Sua atenção estava voltada para pessoas do século I, que viviam dentro da cultura greco-romana-judaica. O mesmo podemos dizer do autor do Apocalipse. Quando João escreveu sua obra, utilizou uma linguagem simbólica que era comum principalmente aos cristãos judeus de seu tempo. Em sua época, eram comuns os escritos apocalípticos, que buscavam transmitir mensagens de reforço na fé em linguagem cheia de imagens e significados ocultos.
Hoje, quando lemos a Epístola aos Efésios ou o Apocalipse, ficamos às vezes desnorteados com algumas expressões e, pior ainda, podemos compreendê-las mal. Daí podemos inferir que a primeira tarefa do intérprete bíblico é entender o que as Escrituras significaram para os seus primeiros destinatários. A partir desse ponto, é que podemos estabelecer qual a aplicação da mesma para hoje.
Serão válidos para hoje o ósculo santo, o véu no rosto para a oração (1Co 11:13, 16:20)? Para respondermos isso precisamos primeiro saber: "o que significava o ósculo e o véu na sociedade daquele tempo?" Somente a partir daí é que poderemos transpor essa barreira cultural, e fazer das Escrituras algo vivo para o homem do século vinte. Para isso existem vários instrumentos disponíveis já em língua portuguesa: dicionários e manuais, introduções e comentários, livros dedicados a reconstruir os tempos bíblicos e atlas que permitem-nos visualizar o arranjo político-geográfico dos tempos do Velho e Novo Testamentos. Além disso, todo esse conhecimento introdutório pode ser conseguido em um só volume. Se o professor ou pregador não tem como adquirir uma biblioteca completa, poderá economizar bastante comprando uma Bíblia de Estudo, das quais sugiro a Bíblia Anotada, de Ryrie, publicada pela Editora Mundo Cristão, ou a Bíblia Vida Nova, do Dr. Russel Shedd. Estas são, ao meu ver, as melhores Bíblias de estudo da atualidade, dentro do meio protestante.
Nove princípios muito úteis
É importante que conheçamos nove regras que devem nortear nosso trabalho de interpretação:
Oração
Todo o trabalho de interpretação deve começar com a oração. É necessário que nos cubramos com a proteção de Deus e convidemos o Espírito Santo a ser o nosso Mestre. O Espírito Santo tem uma tarefa de ensinar-nos acerca de Cristo (Jo 16:13-14).
Do mesmo modo, é ele quem nos mostra as profundas revelações de Deus: "Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito, porque o Espírito a todas as cousas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus... Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim, o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente" (1Co 2:10, 12). Em outro lugar a Escritura afirma que nosso conhecimento advém do fato de possuir uma unção do Espírito: "E vós possuís unção que vem do Santo, e todos tendes conhecimento" (1Jo 2:20).
O verdadeiro entendimento da Palavra advém, em primeiro lugar, desse contato íntimo e freqüente entre o intérprete e o Deus que inspirou as Escrituras.
Descrição ou Prescrição?
É preciso distinguir entre texto descritivo e texto prescritivo. Descritivo é o texto que descreve algo, narra um acontecimento. O fato de algo ser contado na Bíblia não significa que o mesmo é regra para hoje. Os relatos históricos, por exemplo, transmitem-nos preciosas lições espirituais. No entanto, não devemos tirar deles doutrinas absolutas para nós hoje. Só podemos tirar doutrina de história se houver concordância dos textos bíblicos doutrinários, principalmente nas epístolas do Novo Testamento. Prescritivo é o texto que traz regras, ensinamentos e mandamentos para nós hoje. Vemos nas Escrituras passagens destinadas claramente à instrução e doutrinamento.
Ir do simples ao complexo
Pergunte sempre qual o significado mais simples, mais claro, mais singelo. A Bíblia é um livro que pode ser entendido por todo cristão, do erudito até o semi-analfabeto. A verdade mais clara é sempre preferível aos posicionamentos nebulosos e "profundos" (às vezes sem fundo mesmo!).
Isso não significa que todo o conteúdo bíblico seja fácil de entender. Em algumas partes do mesmo, precisaremos de auxílio adicional, e aqui entra a contribuição das boas introduções, manuais e comentários. E não apenas isso. Algumas passagens, ficarão simplesmente sem interpretação, por completa falta de informação. Mesmo o maior estudioso não sabe tudo sobre a Bíblia. Por isso mesmo devemos fugir de interpretações que exijam verdadeiras ginásticas mentais. Só devemos ir ao complexo se houver indício de revelação progressiva.
Cuidado com os textos "misteriosos"
Não dê atenção a textos obscuros. Pode parecer estranho, mas esse é um princípio que eu considero dos mais importantes. Alguns indivíduos tem o prazer em escarafunchar curiosidades inócuas tais como quem era o jovem nu do final do Evangelho de Marcos (Mc 14:51-52), os detalhes do batismo pelos mortos citados por Paulo em 1Co 15:29, acerca da pregação de Cristo aos espíritos em prisão, citada em 1Pe 3:18-20. Assim, perde-se tempo analisando detalhes irrelevantes. Essas questões podem parecer um "prato cheio" para os eruditos e técnicos textuais do Novo Testamento, mas, na maioria das vezes, dizem pouco ao cristão comum.
Partamos do princípio que todas as principais doutrinas e ensinamentos para a nossa vida prática estão expostos de modo claro na Bíblia. Os textos complicados, porquanto bíblicos, e por isso, valiosos, não são fundamentais para a nossa fé.
Ninguém vai deixar de ser salvo, por exemplo, se desconhecer o significado do número da besta, 666, de Ap 13. O trabalho do intérprete é aprender os ensinos claros e passá-los adiante.
Não devemos buscar decifrar mistérios, especializarmo-nos em uma espécie de esoterismo cristão. Tal insistência produz obsessão por posicionamentos obtusos, que não são saudáveis para a Igreja de Cristo.
Considere a revelação progressiva
A terra por si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga e, por fim, o grão cheio na espiga — Mc 4:28
Algumas verdades foram reveladas em semente no Velho Testamento, e só no Novo Testamento encontramos sua plena expressão, como por exemplo o ministério de Cristo, a Igreja, a nova dimensão da guarda do sábado, a situação pós-morte, etc.
Deve-se considerar a revelação progressiva no processo de interpretação. Alguém pode ler Ecl 9:5 e concluir uma doutrina errônea, afirmando que "os mortos não sabem cousa nenhuma". Os adventistas, por exemplo, fazem isso, ensinando que depois da morte a pessoa fica inconsciente, no túmulo, aguardando o dia da ressurreição. Essa é uma interpretação que desconsidera claramente a revelação progressiva. O texto de Eclesiastes não pode ser interpretado sem considerarmos as passagens do Novo Testamento que falam sobre o estado intermediário, quando estaremos com Cristo no céu aguardando a ressurreição. Nesse caso, houve uma progressão da revelação.
Compare Escritura com Escritura
O melhor comentário sobre a Bíblia é a própria Bíblia. Compare os princípios encontrados com o restante das Escrituras. Se houver reafirmação da verdade, principalmente no Novo Testamento, devemos ensiná-la com convicção. Essa regra é chamada pelos intérpretes de "analogia das Escrituras", e, bem utilizada, evita uma série de erros grosseiros de interpretação.
O intérprete realiza o seu trabalho convicto de que a Escritura não se contradiz. Algumas verdades são difíceis de conciliar, mas isso não significa que sejam excludentes.
Um exemplo disso é a questão da responsabilidade humana e da soberania divina. Alguns afirmam que Deus é quem decreta e dirige todas as coisas. Ele domina sobre tudo, e todas as coisas ocorrem segundo o plano predeterminado pelo Senhor (Sl 139:16; Pv 21:1; Is 46:9-11; Mt 10:29; At 2:23, 4:24, 28, 13:48; Rm 8:28-30, 9:8-24; Ef 1:5, 11; I Ts 5:9; 1Pe 5:11; Ap 1:6). Outros afirmam que, na verdade, o homem é responsável diante de Deus por seus atos. A existência do mal no mundo, e as conseqüências ruins provenientes do pecado são responsabilidade dos anjos e dos homens e não de Deus (Ez 18:29). Os homens são responsáveis diante de Deus pela sua rejeição ao Evangelho de Cristo, e quem não crer no Filho de Deus trará sobre si a justa condenação (Jo 5:24, 40, 6:29, 47-51).
Os cristãos bíblicos aceitam ambos os ensinos como expressão da mais pura verdade de Deus. Aqui encontramos uma antinomia. Antinomia, conforme o Dicionário Aurélio, é o "conflito entre duas afirmações demonstradas ou refutadas aparentemente com igual rigor". O problema, nas antinomias, não está na Bíblia, e sim na finitude de nossa compreensão. O fato de não entendermos alguma coisa não significa que ela esteja errada. O professor ou pregador deve ensinar tanto a soberania divina quanto a responsabilidade humana. Algumas respostas a tais questões só nos serão fornecidas na eternidade.
Cuidado com as "novas revelações"
Quando falamos de interpretação, o Espírito Santo não concede nova revelação, e sim iluminação. Não há nova verdade a ser acrescentada sobre o texto bíblico. Há nova iluminação, ou seja, são-nos mostrados novos aspectos da verdade que são relevantes para a nossa situação atual. A verdade é apenas uma. As aplicações dessa verdade é que são diversas. Somos incumbidos de entender a verdade e, sob a unção do Espírito de Cristo aplicá-la. Não fomos chamados para descobrir novas coisas, mas para ensinar as velhas e maravilhosas verdades de forma nova, pois elas são sempre necessárias em nossa geração.
Observe o Contexto
Conforme W. D. Chamberlain, "para interpretar contextualmente, há de se levar em conta o conteúdo geral de todo o documento, se ele é um discurso unificado. Então, o matiz de pensamento que circunscreve a passagem, pois que mui freqüentemente afeta ele o sentido dos termos a interpretar-se". Em algumas ocasiões, como por exemplo, numa interpretação de uma epístola, o seu "teor geral dita o sentido real da passagem" .
Quando desconsideramos o contexto, estamos sujeitos a errar a nossa interpretação. Um exemplo clássico é Ap 3:20: "Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo". Tenho ouvido muitos pregadores que usam a passagem como uma espécie de apelo evangelístico. O convite do Senhor, no entanto, neste caso, não é dirigido aos pecadores para que eles se arrependam e creiam no evangelho. O convite de Cristo aqui dirige-se aos crentes orgulhosos. O versículo em questão faz parte da carta de Jesus à Igreja de Laodicéia (Ap 3:14). Um modo eficaz de olharmos os textos contextualmente é os observarmos em blocos redacionais, conforme o exemplo abaixo:
Evangelho de João.
21 Capítulos, divididos em duas partes:
- Caps. 1-13: O Livro dos Sinais.
- Caps. 14-21: O Livro da Glória.
Objetivo do livro: Gerar fé nos leitores, de que Jesus Cristo é o Filho de Deus (Jo 20:31).
Seção é uma divisão maior do livro. No caso do Ev. de João, podemos afirmar que existem duas grandes seções: Sinais e Glória.
Capítulo é uma unidade menor dentro de uma seção. É interessante dividirmos os parágrafos dentro dos capítulos para entendermos melhor o texto.
Perícope ou texto analisado é a unidade menor dentro de um capítulo. Pode abranger um ou mais parágrafos. O texto estudado pode abranger apenas parte de um parágrafo, ou mesmo um só versículo. É importante estabelecer a relação deste texto com o capítulo, com a seção e com o restante do livro. Essa análise ampla permite uma interpretação harmoniosa e equilibrada.
A interpretação deve levar em conta toda essa estrutura textual. Chamamos de contexto imediato tudo aquilo que está próximo ao texto estudado (parágrafo e capítulo).
Chamamos de contexto remoto tudo aquilo que está distante, mas ao mesmo tempo abrange o texto estudado (seção— divisões maiores da obra, e o livro como um todo).
Devemos sempre perguntar ao texto: qual o contexto próximo? O parágrafo está tratando de que tema? E o capítulo? E a seção? Aqui estabeleceremos uma relação entre os elementos textuais, e estaremos mais aptos a discernir o significado da passagem. Todo texto deve ser interpretado dentro do seu contexto. Como diz um ditado da IB, "texto tirado de contexto é pretexto". Muitos usam textos deslocados para provar as suas doutrinas preferidas. Não caiamos nesse ardil!
Interpretação alegórica ou literal?
Ao interpretarmos um texto, fujamos da interpretação alegórica. O texto normalmente significa aquilo que está escrito mesmo. Em ocasiões iremos nos defrontar com figuras de linguagem. Cristo diz, por exemplo, que ele é "a porta" (Jo 10:7). Nesse caso, o bom senso nos diz que cabe aqui uma interpretação simbólica. Em outras situações, porém, devemos cuidar para não alegorizar aquilo que é literal.
Ouvi certa vez uma pregação sobre o casamento de Isaque relatado em Gn 24. O pregador disse que o servo de Abraão era um "tipo" do Espírito Santo, e que Rebeca é um símbolo da Igreja. Se formos utilizar tais artifícios em nossa interpretação, poderemos transformar o texto bíblico naquilo que quisermos. Devemos levar a Bíblia a sério. Os casos onde não estiver clara uma figura de linguagem, ou onde o estilo de literatura não for claramente figurativo, tais como nos Salmos e no Apocalipse, devemos sempre interpretar literalmente. O bom senso e a liderança do Espírito Santo nos garantirão bom resultado nessa empreitada.
Andando de bicicleta nas ruas do Antigo e Novo Testamentos
Sei que, inicialmente, a observação dos nove princípios acima poderá parecer um pouco complicada. Alguns, vendo a grandeza da tarefa, poderão até pensar em desistir. Quero incentivá-los a perseverarem. Deus recompensa nosso esforço de buscarmos entender melhor a sua Palavra. A situação assemelha-se a andar de bicicleta. Nas primeiras vezes que tentamos tivemos dificuldades. Alguém nos empurrava e, mesmo com rodinhas, levávamos uns bons tombos! Com o tempo, porém, fomos adquirindo confiança e coordenação. Começamos a pedalar com firmeza e ganhamos equilíbrio. Não precisamos mais de quem nos empurrasse. Depois, foram retiradas as rodinhas, e hoje passeamos prazeirosamente com nossas bicicletas. Sentamos no selim, e nem notamos que estamos tendo de coordenar um monte de movimentos ao mesmo tempo. O mesmo ocorre com a IB. Depois de certo tempo, adquiriremos o hábito de caminhar seguindo a trilha destas nove regrinhas, e exploraremos as ruas do Antigo e Novo Testamentos. Faremos isso prazerosamente, sem tantas dificuldades. Aqui, é claro, termina a similaridade com o treinamento na bicicleta. No caso da IB, jamais poderemos dispensar a ajuda de nosso treinador: o Espírito Santo. Ele sempre estará conosco neste caminho, e nosso destino será a terra da boa doutrina, de onde poderemos encontrar ao Senhor Jesus Cristo, e desfrutar por ele do gostoso fruto da árvore da vida. A Ele toda honra e toda glória.
Bibliografia recomendada:
- Carson, D. A. (1992). A exegese e suas falácias: Perigos na interpretação da Bíblia. São Paulo: Vida Nova.
- Chamberlain, W. D. (1989). Gramática exegética do grego neo-testamentário. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana.
- Fee, Gordon D. e STUART, Douglas. (1984). Entendes o que lês?: Um guia para entender a Bíblia com o auxílio da exegese e da hermenêutica. São Paulo: Vida Nova.
- Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda. (s.data). Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.
- Zuck, Roy B. (1994). A interpretação bíblica: Meios de descobrir a verdade da Bíblia. São Paulo: Vida Nova.
Fonte: [ Monergismo ]
11 de janeiro de 2011
7 DICAS INFALIVEIS PARA MANIPULAR UMA IGREJA.
7 dicas infalíveis para manipular uma igreja
Por Franklin Rosa
Essas dicas são uma coletânea de várias presepadas gospel que já presenciei de perto, ao vivo e a cores nesses anos em que tenho me dedicado ao Evangelho.
Para paipóstolos, apóstolos, bispos, pastores, presbíteros e todos os interessados em ter um culto e uma comunidade atraente, que se renda aos seus pés sem questionamentos.
Porque me limitei em 7? O 7 é um número profético, o número da perfeição e dá sorte. He!He!
1° Contrate cantores gospel que mexam com as emoções. Não importe-se se o cachê for o olho da cara, o importante é tocar no mais profundo dos sentimentos e fazer o povo chorar, rir, gritar, andar de quatro na unção do leão, do cachorro, do macaco, etc. O povo gosta de dinamismo, e se não tiver “baderna” santa que traga diversão, você vai ser chamado de caretão!
2° Seja um “Expert” em invenções sobrenaturais. Aprenda urgentemente a elaborar “Profecias, Revelações, Visões, Línguas Estranhas, Unções do Paletó e do Sopro Divino”, e demais peculiaridades do gênero. Isso é tiro e queda. Não se esqueça que quando estiver operando esses “dons”, tem de passar credibilidade, e para isso, chore, faça cara de contrito, dê alguns pulinhos, e se possível, arrisque até salto mortal ou golpes de Jiu-Jitsu evangélico. AH! E o mais importante: Diga em alto e bom tom: “ASSIM DIZ O SENHOR!
3° Quando for pregar, seja persuasivo. Use texto fora do contexto com pretexto, porque assim você consegue colocar cabresto. Seja fanfarrão mesmo, de carteirinha. Por exemplo: Se você gosta que as pessoas reajam as suas pregações, use o texto de Atos 12:21-23 e diga que quem não berrar glória à Deus nem aleluia, vai morrer sendo comido de bicho como foi Herodes. Para que seus asseclas não se aprofundem nas escrituras e descubram sua superficialidade, use o texto de 2ª Coríntios 3:6 e diga sistematicamente que a letra “mata”, mas o Espírito vivifica. Se você é do tipo que não gosta de modernismos na indumentária nem na aparência dos seus súditos, sugiro que sublinhe em sua Bíblia textos como: Levítico 19:27, 1ª Pedro 3:3 e Eclesiastes 2:8. Esses são os melhores para você fazer uma lavagem cerebral e dizer que não pode cortar cabelo, usar jóias, passar maquiagen, jogar futebol, pois afinal, “tudo é vaidade”!
4º Promova campanhas de prosperidade diariamente. Se você quiser, existem até empreendedores evangélicos que vendem “KITS CAMPANHA” pronta entrega, com pontos de contato inclusos como: (cruzinha, rosinha, estacazinha, sabonetinho, perfuminho, etcétarazinha) é show! Na Segunda faça a corrente da empresa própria, terça da fazenda própria, quarta da casa própria, quinta do jatinho próprio, sexta do iate próprio, sábado da ferrari própria, e no domingo, pra torcer o braço de Deus sem dar chance à Ele de dizer não, oriente-os a fazer o sacrifício pessoal, dar o tudo deles (o leite da criança, a passagem do ônibus, até as calças se necessário) exigindo seus direitos. Ah! Sua igreja vai ficar lotada todos os dias de crente centrado em si mesmo, de consumistas selvagens em nome de gezuis!
5° Seja frenético, especialize-se em ato profético. Junte um pessoal e bata 4 estacas nas 4 extremidades de sua cidade e leve seu povo a bradar: “Essa cidade pertence ao Rei Jesus”, 21 semanas sem falhar. Você vai motivá-los a orar pela cidade. Faça o cerco de Jericó em volta de sua Igreja e dê sete voltas com a turba clamando: “As muralhas vão cair”, você notará a diferença no evangelismo, pois eles derrubarão as portas das casas se preciso for para falar de Jesus. Se sua região tem influências demoníacas, alugue (para aqueles que não pertencem ao ministério “MALACHEIA” e não podem comprar) um helicóptero ou um teço-teco, arregimente sete apóstolos vestidos de branco (se não tiver os dito cujos pode baixar o nível e usar até os diáconos da Igreja se preciso for), mas não se esqueça de levar um barril de azeite de Israel e orientá-los a lambrecar a cidade do alto gritando: “Sai Exu Boiadeiro em nome de gezuis”. Vai ser sucesso absoluto, renderá até primeira página de Jornal, e você se tornará o herói deles!
6° Contrate judeus messiânicos para serem preletores em dias de festa. Eles carregam consigo um ar de espiritualidade diferenciada. Se você precisar eu conheço um que vem a caráter. O cabra é “bão” e tem a unção do “Pedala Robinho”, derruba gente de montão. A tira-colo vem um outro com Shofar, e a hora que o menino sopra o instrumento, é um “xororô” danado. É sapato de fogo, aviãozinho, unção da lagartixa, o frenesi come solto, e o povo é estuprado psicologicamente pedindo: “Eu quero é mais!”. Se pelo menos uma vez por ano você trazer um desses ao seu aprisco, o povo será “RÉ-NOVADO”, e você ganha a confiança de todos com a credencial de “Pastor Espiritual”.
7º Matricule-se em um curso de artes cênicas. Faça do altar um palco, do templo um circo, do povo uma platéia passiva. Aqui não existe nada fixo. Alterne os papéis. Se preferir pode fazer o gênero “Dramalhão”, que está sempre na provação. Tens a opção também junto a ala feminina do “Brad Gospel”, aquele que conquista só no olhar (é claro, se não fores o rascunho do mapa!). Existirão dias em que você poderá encarnar o velho e saudoso “BOZO”, e fazer a galera se borrar de rir. Experimente também o “David Copperfield”, invente e faça desaparecer tumores malígnos que nunca existiram. Está bem na moda também o “Dr. Hollywood”, lipoaspiração pentecostal. Ou uma última sugestão: “O ghostbuster”, faça campanhas do descarrego, corredores do sal, contrate alguns endemoninhados profissionais, e coloque os “bicho” de ponta cabeça pra igreja ver o quanto você é fera! Eles irão temê-lo e reverenciá-lo!
Depois de seguir essas 7 dicas, você está apto e credenciado a “Déspota Espiritual”. Parabéns!
Franklin Rosa, cansado de piraçao em nome de Deus, no Púlpito Cristão
Por Franklin Rosa
Essas dicas são uma coletânea de várias presepadas gospel que já presenciei de perto, ao vivo e a cores nesses anos em que tenho me dedicado ao Evangelho.
Para paipóstolos, apóstolos, bispos, pastores, presbíteros e todos os interessados em ter um culto e uma comunidade atraente, que se renda aos seus pés sem questionamentos.
Porque me limitei em 7? O 7 é um número profético, o número da perfeição e dá sorte. He!He!
1° Contrate cantores gospel que mexam com as emoções. Não importe-se se o cachê for o olho da cara, o importante é tocar no mais profundo dos sentimentos e fazer o povo chorar, rir, gritar, andar de quatro na unção do leão, do cachorro, do macaco, etc. O povo gosta de dinamismo, e se não tiver “baderna” santa que traga diversão, você vai ser chamado de caretão!
2° Seja um “Expert” em invenções sobrenaturais. Aprenda urgentemente a elaborar “Profecias, Revelações, Visões, Línguas Estranhas, Unções do Paletó e do Sopro Divino”, e demais peculiaridades do gênero. Isso é tiro e queda. Não se esqueça que quando estiver operando esses “dons”, tem de passar credibilidade, e para isso, chore, faça cara de contrito, dê alguns pulinhos, e se possível, arrisque até salto mortal ou golpes de Jiu-Jitsu evangélico. AH! E o mais importante: Diga em alto e bom tom: “ASSIM DIZ O SENHOR!
3° Quando for pregar, seja persuasivo. Use texto fora do contexto com pretexto, porque assim você consegue colocar cabresto. Seja fanfarrão mesmo, de carteirinha. Por exemplo: Se você gosta que as pessoas reajam as suas pregações, use o texto de Atos 12:21-23 e diga que quem não berrar glória à Deus nem aleluia, vai morrer sendo comido de bicho como foi Herodes. Para que seus asseclas não se aprofundem nas escrituras e descubram sua superficialidade, use o texto de 2ª Coríntios 3:6 e diga sistematicamente que a letra “mata”, mas o Espírito vivifica. Se você é do tipo que não gosta de modernismos na indumentária nem na aparência dos seus súditos, sugiro que sublinhe em sua Bíblia textos como: Levítico 19:27, 1ª Pedro 3:3 e Eclesiastes 2:8. Esses são os melhores para você fazer uma lavagem cerebral e dizer que não pode cortar cabelo, usar jóias, passar maquiagen, jogar futebol, pois afinal, “tudo é vaidade”!
4º Promova campanhas de prosperidade diariamente. Se você quiser, existem até empreendedores evangélicos que vendem “KITS CAMPANHA” pronta entrega, com pontos de contato inclusos como: (cruzinha, rosinha, estacazinha, sabonetinho, perfuminho, etcétarazinha) é show! Na Segunda faça a corrente da empresa própria, terça da fazenda própria, quarta da casa própria, quinta do jatinho próprio, sexta do iate próprio, sábado da ferrari própria, e no domingo, pra torcer o braço de Deus sem dar chance à Ele de dizer não, oriente-os a fazer o sacrifício pessoal, dar o tudo deles (o leite da criança, a passagem do ônibus, até as calças se necessário) exigindo seus direitos. Ah! Sua igreja vai ficar lotada todos os dias de crente centrado em si mesmo, de consumistas selvagens em nome de gezuis!
5° Seja frenético, especialize-se em ato profético. Junte um pessoal e bata 4 estacas nas 4 extremidades de sua cidade e leve seu povo a bradar: “Essa cidade pertence ao Rei Jesus”, 21 semanas sem falhar. Você vai motivá-los a orar pela cidade. Faça o cerco de Jericó em volta de sua Igreja e dê sete voltas com a turba clamando: “As muralhas vão cair”, você notará a diferença no evangelismo, pois eles derrubarão as portas das casas se preciso for para falar de Jesus. Se sua região tem influências demoníacas, alugue (para aqueles que não pertencem ao ministério “MALACHEIA” e não podem comprar) um helicóptero ou um teço-teco, arregimente sete apóstolos vestidos de branco (se não tiver os dito cujos pode baixar o nível e usar até os diáconos da Igreja se preciso for), mas não se esqueça de levar um barril de azeite de Israel e orientá-los a lambrecar a cidade do alto gritando: “Sai Exu Boiadeiro em nome de gezuis”. Vai ser sucesso absoluto, renderá até primeira página de Jornal, e você se tornará o herói deles!
6° Contrate judeus messiânicos para serem preletores em dias de festa. Eles carregam consigo um ar de espiritualidade diferenciada. Se você precisar eu conheço um que vem a caráter. O cabra é “bão” e tem a unção do “Pedala Robinho”, derruba gente de montão. A tira-colo vem um outro com Shofar, e a hora que o menino sopra o instrumento, é um “xororô” danado. É sapato de fogo, aviãozinho, unção da lagartixa, o frenesi come solto, e o povo é estuprado psicologicamente pedindo: “Eu quero é mais!”. Se pelo menos uma vez por ano você trazer um desses ao seu aprisco, o povo será “RÉ-NOVADO”, e você ganha a confiança de todos com a credencial de “Pastor Espiritual”.
7º Matricule-se em um curso de artes cênicas. Faça do altar um palco, do templo um circo, do povo uma platéia passiva. Aqui não existe nada fixo. Alterne os papéis. Se preferir pode fazer o gênero “Dramalhão”, que está sempre na provação. Tens a opção também junto a ala feminina do “Brad Gospel”, aquele que conquista só no olhar (é claro, se não fores o rascunho do mapa!). Existirão dias em que você poderá encarnar o velho e saudoso “BOZO”, e fazer a galera se borrar de rir. Experimente também o “David Copperfield”, invente e faça desaparecer tumores malígnos que nunca existiram. Está bem na moda também o “Dr. Hollywood”, lipoaspiração pentecostal. Ou uma última sugestão: “O ghostbuster”, faça campanhas do descarrego, corredores do sal, contrate alguns endemoninhados profissionais, e coloque os “bicho” de ponta cabeça pra igreja ver o quanto você é fera! Eles irão temê-lo e reverenciá-lo!
Depois de seguir essas 7 dicas, você está apto e credenciado a “Déspota Espiritual”. Parabéns!
Franklin Rosa, cansado de piraçao em nome de Deus, no Púlpito Cristão
O QUE SIGNIFICA: FÉ COMO UM GRÃO DE MOSTARDA?
Nesses longos anos de vida cristã, já ouvi inúmeras vezes pregadores e ensinadores fazerem apologia a fé pequena. O texto que se baseiam é sobre a recomendação de Jesus sobre a fé como um grão de mostarda. Então, os discípulos, aproximando-se de Jesus em particular, disseram: Porque não pudemos nós expulsá-lo? E Jesus lhes disse: Por causa da vossa pequena fé; porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá-e há de passar; e nada vos será impossível.Mas esta casta {de demônios} não se expulsa senão pela oração e pelo jejum, (Mt 17.19-21).
Muitos interpretam que Jesus estava falando que se a pessoa tiver a fé do tamanho do grão de mostarda já é suficiente para fazer grandes obras! Será que Jesus estava fazendo apologia a fé pequena? Em todas as passagens que Jesus fala sobre a fé, ele segui uma linha bem diferente do texto sobreposto.
Analisando os textos:
E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus.Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me.E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: {Homem} de pequena fé, por que duvidaste? (Mt 14.29-31)
E eis que, no mar, se levantou {uma} tempestade tão grande, que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo.E os seus discípulos, aproximando-se, o despertaram, dizendo: Senhor, salva-nos, que perecemos.E ele disse-lhes: Por que temeis, {homens} de pequena fé? Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança.(Mt 8.24-26)
E Jesus disse-lhes: Adverti e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus. E eles arrazoavam entre si, dizendo: É porque não nos fornecemos de pão.E Jesus, percebendo isso, disse: Por que arrazoais entre vós, {homens} de pequena fé, sobre o não vos terdes fornecido de pão? (Mt 16.6-8)
a) Pedro afunda nas águas por causa da fé pequena.
b) Os discípulos de Jesus estavam com medo da tempestade por causa da fé pequena
c) Os discípulos de Jesus estavam preocupados pela falta de prover pão por causa da fé pequena
Nestes três textos que estamos analisando, Jesus está advertindo sobre a fé pequena e chama atenção deles por estar inquietos e incrédulos. Será que Jesus mudaria de opnião de maneira tão repentina?
Jesus usa o grão de mostarda para falar da qualidade e característica da semente, não do tamanho!! De outro modo seria uma incoerência afirmar que temos que ter a fé do tamanho de um grão de mostarda, uma vez que Jesus sempre repreendeu todos quantos a tinha. Mas, e a respeito do texto do grão de mostarda? Essa pergunta tem resposta, e posso responder de duas maneiras:
1- A palavra como no texto grego é ώς-partícula de comparativa como, assim como.Jesus estava dizendo que nossa fé deve ser como o grão de mostarda e não do tamanho do grão de mostarda. Ele esta falando da essência do grão.
2- Os discípulos de Jesus não conseguiram expulsar os demônios e perguntaram para Jesus o porque nao haviam conseguido. Jesus responde: Por causa da vossa pequena fé. Ora, se eles não conseguiram expulsar os demônios por causa da pequena fé, como Jesus iria recomendar fé do tamanho de um grão de mostarda? É obvio que aqui estamos tratando de um erro de interpretação do contexto.
Poderíamos citar outro texto bíblico para dar mais sustentação a esta dissertação.
E dizia: A que assemelharemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o representaremos? É como um grão de mostarda, que, quando se semeia na terra, é a menor de todas as sementes que há na terra; mas, tendo sido semeado, cresce, e faz-se a maior de todas as hortaliças, e cria grandes ramos, de tal maneira que as aves do céu podem aninhar-se debaixo da sua sombra. (Mc 4.30-32).
Postado por PR MARCOS C. MOTA
10 de janeiro de 2011
BATALHA ESPIRITUAL
Por Renato Vargens
É comum assistirmos em algumas igrejas, bispos e pastores entrevistando o diabo. Em alguns destes cultos os demônios são interrogados e questionados sobre as suas ações na vida das pessoas. Para piorar a situação, os entrevistadores, fundamentados na palavra do pai da mentira acreditam em tudo aquilo que o capiroto diz, estabelecendo a partir disto, doutrinas que se opõem aos ensinamentos das Sagradas Escrituras. Nesta mesma perspectiva os adeptos do movimento batalha espiritual como Peter Wagner, Neuza Etioka, Valnice Milhomens, dentre outros, fundamentam suas estratégias espirituais naquilo que os demônios “revelam.”
Infelizmente os que crêem nestas doutrinas, optaram por não fazer da Bíblia a sua única regra de fé, antes pelo contrário, seguem a ensinos de demônios, fundamentando sua fé em experiências. Isto se percebe nitidamente no mistério de libertação Shekinah, que mediante experiências pessoais fornece uma lista de nomes de demônios:
“Principados ligados a Satanás: Brumaus, Krucitas ( atrás das cruzes), Ashtoreth ( governa as estrelas), Tremus ( tem subordinado leviathan, governador, aprisionando sob aceano - triângulo das Bermudas), Diana ( idolatria e prostituição- culto a deuses, tem subordinado 3 autoridades mundiais- Damian, Asmodeus e Belzebu), Dagon ( Sacrifício de animais e crianças), Nimrod ( guerreiro que prepara a guerra do Armagedom), Dragon Astrologia- consome a sabedoria dos homens- Anticristo), Syria ( guerreiro como o príncipe do reino da Pérsia de Daniel). Autoridades mundiais: Damian, Asmodeus, Belzebu, Arios, Mengue-Lesh, Nosferasteus. Outros demônios: Amishie ( Costa Rica), Aurius (Protege e leva mensagens a Satanás, como Gabriel faz com Deus), Cumba (África), Izmaichia ( Europa e meio Oeste), Krion ( América Central), Kruonos e Krutofor ( Atacam igrejas que praticam batalha espiritual), Mamom ( riqueza), Sinfiris ( sede de sangue) e Yemanjá (América do sul).”
Caro leitor, vamos combinar uma coisa? É absolutamente irracional e doentio fundamentar doutrinas em revelações estapafúrdias como estas. Ora, somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. Afirmar quem e quais são os nomes dos demônios, suas ações, e seus estratagemas através de mapeamento espiritual é no mínimo esquizofrênico.
Querido irmão, Jesus e os apóstolos JAMAIS entrevistaram a demônios, nem tampouco fundamentaram seus comportamentos por aquilo que eles disseram.
Isto posto afirmo sem a menor sombra de dúvidas que é indispensável que entendamos que a autoridade da Escritura é superior à experiências místicas adquiridas pelos crentes. Como discípulos de Jesus não nos é possível relativizarmos a Palavra Escrita de Deus, ela é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos.
O reformador João Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro.
Em tempos difíceis como o nosso precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento, até porque, somente assim conseguiremos corrigir as distorções evangélicas que tanto nos tem feito ruborizar.
Pense nisso!
Infelizmente os que crêem nestas doutrinas, optaram por não fazer da Bíblia a sua única regra de fé, antes pelo contrário, seguem a ensinos de demônios, fundamentando sua fé em experiências. Isto se percebe nitidamente no mistério de libertação Shekinah, que mediante experiências pessoais fornece uma lista de nomes de demônios:
“Principados ligados a Satanás: Brumaus, Krucitas ( atrás das cruzes), Ashtoreth ( governa as estrelas), Tremus ( tem subordinado leviathan, governador, aprisionando sob aceano - triângulo das Bermudas), Diana ( idolatria e prostituição- culto a deuses, tem subordinado 3 autoridades mundiais- Damian, Asmodeus e Belzebu), Dagon ( Sacrifício de animais e crianças), Nimrod ( guerreiro que prepara a guerra do Armagedom), Dragon Astrologia- consome a sabedoria dos homens- Anticristo), Syria ( guerreiro como o príncipe do reino da Pérsia de Daniel). Autoridades mundiais: Damian, Asmodeus, Belzebu, Arios, Mengue-Lesh, Nosferasteus. Outros demônios: Amishie ( Costa Rica), Aurius (Protege e leva mensagens a Satanás, como Gabriel faz com Deus), Cumba (África), Izmaichia ( Europa e meio Oeste), Krion ( América Central), Kruonos e Krutofor ( Atacam igrejas que praticam batalha espiritual), Mamom ( riqueza), Sinfiris ( sede de sangue) e Yemanjá (América do sul).”
Caro leitor, vamos combinar uma coisa? É absolutamente irracional e doentio fundamentar doutrinas em revelações estapafúrdias como estas. Ora, somente a Bíblia Sagrada é a suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; só ela é o árbitro de todas as controvérsias, como também a norma para todas as decisões de fé e vida. Afirmar quem e quais são os nomes dos demônios, suas ações, e seus estratagemas através de mapeamento espiritual é no mínimo esquizofrênico.
Querido irmão, Jesus e os apóstolos JAMAIS entrevistaram a demônios, nem tampouco fundamentaram seus comportamentos por aquilo que eles disseram.
Isto posto afirmo sem a menor sombra de dúvidas que é indispensável que entendamos que a autoridade da Escritura é superior à experiências místicas adquiridas pelos crentes. Como discípulos de Jesus não nos é possível relativizarmos a Palavra Escrita de Deus, ela é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos.
O reformador João Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia, e de que ela é o escudo que nos protege do erro.
Em tempos difíceis como o nosso precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento, até porque, somente assim conseguiremos corrigir as distorções evangélicas que tanto nos tem feito ruborizar.
Pense nisso!
9 de janeiro de 2011
CURA INTERIOR- PRISÃO SEM ALGEMAS!
VOCÊ JA OUVIU ALGUM 'PREGADOR PISCOLOGO'? OU PISICOLOGO PREGADOR?
Acho muito importante a Igreja estar preparada para os problemas atuais que atingem nossa sociedade, e os membros da Igreja de Cristo, estão inseridos nesse contexto, pesquisas apontam que a depressão é o "mal do século", e que quase a metade da população mundial é atingida por "esse mal". Acredito piamente na boa intenção desses pregadores, pastores, "apostolos"*, enfim homens de Deus que ministram ao rebanho do Senhor, mas....muitos sem preparo algum tem tentado em vão 'ajudar' ou 'curar' muitos irmaõzinhos desafortunados, sem perspectiva de uma vida 'pisquica' melhor, com mais qualidade, concordo que no nosso meio existem muitos que sofrem com seu 'passado', com enfermidades, enfim com problemas que não desapareceram quando 'ele' aceitou a Jesus Cristo, como Salvador de sua vida.
Preocupados com a situação desses irmãos, alguns tem se lançado numa 'guerra santa' para ajuda-los, e é AI que mora o problema.
Baseado em experiencias pessoais ou que presenciaram na vida de outras pessoas, esses Obreiros ,tentam aplicar essas "formulas espirituais", com o objetivo de ajuda-los, mas na verdade em vez de 'cura-los' encorrem num problema ainda pior: A DESVALORIZAÇÃO DO SACRIFICIO DE CRISTO, E DA OBRA DE SANTIFICAÇÃO REALIZADA PELO ESPIRITO SANTO DE DEUS NA VIDA DOS ESCOLHIDOS.
É neste ponto que gostaria de fazer uma analise Biblica a respeito, antes de você ler o post que eu recebi .
Certa feita conversando com um amigo a respeito do assunto em questão, ele me disse "...muitas pessoas (crentes) aceitam Jesus, o sangue de Jesus o purifica de todo o pecado, seus pecados são lançados no mar do esquecimento e pronto? Só isso? Não acredito que é só isso...precisamos de algo a mais..precisamos de pessoas curadas...!!!!
Confesso que por um momento meditei na suas palavras ..."pessoas curadas"...e lendo o livro de Romanos, entendi porque tem pessoas "crentes" que ainda carregam 'pecados, culpas, traumas etc': Por não compreenderem a Doutrina da salvação, se realmente entendessem o seu real significado juridico diante de Deus, seriam pessoas realmente felizes, sem traumas e culpas.
A abolição da escravatura nos EUA, custou alto a nação. Foi necessaria uma guerra civil. Abraão Lincoln, 16º presidente, foi assassinado. A 13ª emenda da constituição que validava a escravidão foi legalmente abolida em 18 de Dezembro de 1865, no entanto, a vasta maioria dos escravos do sul que haviam sido legalmente libertados continuou vivendo como escravos. Um escravo do estado do Alabama disse: Nada sei sobre Abraão Lincoln e sobre nossa libertação. Isso é tragico: uma guerra foi travada, um presidente foi assassinado, uma emenda á Constituição passa a ser Lei, homens, mulheres e crianças antes escravos agora agora foram legalmentes alforriados, todavia continuam a viver como escravos por causa da ignorancia!
Hoje há muitos crentes vivendo da mesma forma, pois são ignorantes, desconhecem o real significado do Sacrificio de Cristo, outros são acomodados, acustumaram a viver como escravos do pecado, outros ainda são fracos, vivem com medo do feitor de escravos e deixam de desfrutar a sua liberdade.
E ai carregam a culpa por pecados já perdoados, e por não compreenderem a GRAÇA, procuram métodos no minimo duvidosos pra nao dizer 'diabolicos' ops falei...pois é ees o objetivo de satanás, que os crentes nao compreendam, nao entendam o real significado da Liberdade em Cristo, (nova criatura), novo ser, nao simplismente um ser humanao renovado, mas um novo ser humano, quando 'nasce de novo' nao ha recordaçoes do passado diante de Deus, pois para Deus nao houve passado, você agora é um novo 'ser', é como se o crente nunca tivesse cometido pecado algum diante de Deus. Mas e as nossas recordações que ainda temos em nossas mentes? você pode me perguntar! E eu te respondo! Um escravo livre, que recebeu a sua liberdade, não tem o porque de ficar lembrando dos açoites, castigos, masmorras que passou, mas sim da sua nova vida, uma vida de liberdade e alegria, e ainda receber o direito de morar com o seu libertador para sempre! Quer um remedio para as recordações ruins? (FELIPENSES 4. 8)" QUANTO AO MAIS IRMÃOS, TUDO O QUE É VERDADEIRO, TUDO O QUE É HONESTO, TUDO O QUE É JUSTO, TUDO O QUE É PURO, TUDO O QUE É AMAVEL, TUDO O QUE É DE BOA FAMA, SE HÁ ALGUMA VIRTUDE, E SE HÁ ALGUM LOUVOR, NISSO PENSAI." e tambem: ( ROMANOS 12.2.) "E NÃO VOS CONFORMEIS COM ESTE MUNDO, MAS TRANSFORMAI-VOS PELA RENOVAÇÃO DO VOSSO ENTENDIMENTO, PARA QUE EXPERIMENTEIS QUAL SEJA A BOA, AGRADAVÉL E PERFEITA VONTADE DE DEUS." e para finalizar: ( 1 CORÍNTIOS 4,16,17,18) " POR ISSO NÃO DESFALECEMOS. AINDA QUE O NOSSO HOMEM EXTERIOR SE CORROMPA, O INTERIOR, CONTUDO, SE RENOVA DE DIA EM DIA. POIS A NOSSA LEVE E MOMENTANEA TRIBULAÇÃO PRODUZ PARA NÓS ETERNO PESO DE GLÓRIA, ACIMA DE TODA COMPARAÇÃO. PORTANTO, NÓS NÃO ATENTAMOS NAS COISAS QUE SE VEEM, MAS NAS COISAS QUE NÃO SE VEEM. POIS AS COISAS QUE SE VEEM SÃO TEMPORAIS, E AS COISAS QUE NÃO SE VEEM SÃO ETERNAS." Ai vem esses 'lideres espirituais' e pedem para as pessoas perdoarem seus antepassados, fazer uma lista de pessoas ao qual você 'magoou' 'feriu', que estão ligados a essas pessoas por esses pecados, meus DEUS, quanta ignorancia Biblica, tentam fazer aquilo (purificar), uma obra EXCLUSIVA do ESPIRITO SANTO DE DEUS, e nao de métodos criados por pessoas desiludidas com Cristo, desiludidas com o Sacrificio de Cristo, no fundo essas pessoas criam esses metodos para eles se sentirem libertos do passado, pois na verdade nunca foram, pois não aceitaram a totalidade da obra de Cristo, estão num estado de "falta de renovação da mente", 'estão presos a esse mundo pelas circunstancias da vida e o pior ainda, por circunstancias do passado, que não somam em nada para a sua vida no presente. RENOVE A SUA MENTE. Essa é uma OBRA exclusiva do ESPÍRITO SANTO DE DEUS, ELA É SOBRENATURAL, e não condicionada a métodos humanos, e o Espirito Santo não precisa de um "empurrãozinho", ELE É AUTO-SUFICIENTE PARA REALIZAR A SUA OBRA.
Faço um convite a todos que nao entendem e nao compreendem a Obra de Cristo na Cruz. Peçam a Deus através da oração, e leiam a carta de Paulo aos Romanos.
Que Deus os abençoe em Cristo Jesus.
Professor Valdir Manente.
AGORA LEIA ABAIXO O POST QUE COPIEI.
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“Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi transpassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” – Is 53.4-5
“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida em Cristo Jesus te livrou da lei do pecado e da morte.” – Rm 8.1-2
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” – 1 Jo 1.9
Qual pessoa não tem problemas? Seja cristão ou não, todos temos imperfeições, defeitos, manias, vícios, uns que não trazem grandes transtornos, outros que realmente atrapalham nossa vida. Porém, se você for cristão, já há a solução para todos os seus problemas: seminários de libertação e cura interior.
É infeliz no amor? Não pára em nenhum emprego? Tem um gênio ruim? Sofre dificuldades financeiras? Possui alguma enfermidade? O diagnóstico é claro: maldições hereditárias e/ou pecados não confessados, que abririam as brechas para que os demônios possam nos atormentar 24 horas por dia (alguns até “chipam” as pessoas para facilitar o monitoramento). A solução? Só passando pelo processo de cura interior.
Basicamente funciona assim: o vitimado por algum mal vai a um seminário de batalha espiritual e cura interior que, dependendo do ministério, pode durar um final de semana ou 7 reuniões, uma a cada semana. No seminário, ouve palestras que utilizam passagens da Bíblia fora de seu contexto (por exemplo, atrelar o fato de terem que tirar os panos que prendiam o corpo do recém-ressurreto Lázaro com o fato de ser necessário tirar os “panos” ou “pecados não confessados” dos já convertidos para que a libertação aconteça de fato), com o intuito de provar que a libertação não vem apenas de Jesus Cristo: é preciso seguir uma série de procedimentos, os quais foram revelados nos últimos tempos aos líderes dessa metodologia (a propósito, como ficaram os trocentos milhões de cristãos desde os primeiros tempos até o século passado, que desconheciam as técnicas de cura interior?). Se o cristão não seguir os procedimentos, continuará com seu espírito ou alma aprisionados nas profundezas, sendo atormentado pelos demônios com doenças e esquisitices. Por isso é que muitos cristãos, segundo os defensores dessa técnica, vivem espiritualmente “mortos”: porque suas almas ou espíritos estão presos, e não podem receber mais de Deus por isso. Essa prisão ocorre por culpa do próprio cristão e de seus ascendentes, que em algum momento autorizaram os demônios a agirem em suas vidas. Para anular essa ação, deve-se rejeitar a tal autorização, e como o demônio (não os líderes cristãos, claro!) é muito legalista, é preciso nomear demônio por demônio, pecado por pecado, e ai do fulano se esquecer de algum! Se esquecer, esqueça a libertação também, pois por esse demoniozinho ou pecadinho esquecido de renunciar sua alma ou espírito continuará preso.
No site do Ministério Ágape de Reconciliação há um formulário que precisa ser preenchido por todos qUE participam do evento. Os líderes oram e escolhem os casos mais escabrosos para serem ministrados individualmente; o restante recebe as orações e palestras coletivas apenas. Note que o formulário é bastante completo, tem nome de demônio que nunca nem pensei que pudesse existir, nomes de rezas, de religiões, de diversos tipos de envolvimentos que precisam ser lembrados pelo fiel. Mas gente, já pensou se o coitado fez um pacto sem querer com um demônio cujo nome não está na lista, ou fez algo há tanto tempo que não se lembra mais?
Na ministração individual, “privilégio” de poucos, já que o tempo é escasso e são vendidos muitos ingressos para os seminários, um pastor e um intercessor ficam perguntando sobre sua vida, e o intercessor, de acordo com o que você fala, recebe “revelações” do que está espiritualmente por detrás daquilo. Aí ora-se, renuncia-se a tudo o que está no formulário, expulsa-se os demônios, rasga-se o formulário e o cristão está livre, leve e solto!!! Está mesmo?
Não há estatísticas confiáveis sobre quantos são realmente libertos, pois não há o interesse dos ministérios de libertação e cura interior de acompanhar os casos com o passar do tempo. As únicas estatísticas que esses ministérios guardam com alegria (orgulho?) é a de quantos já frequentaram os seminários e cursos. Mas eu entendo isso, o importante é fazer a obra, se o fulano não foi liberto é problema da fraqueza espiritual e da falta de fé dele, nós como ministério somos muito ocupados, tendo que realizar seminários pelos quatro cantos do país, então não há como se preocupar com as vidas: elas que procurem seus próprios pastores.
Até entendo que possa haver alguma boa intenção na busca de tantos crentes por cursos de libertação E cura interior, porém essa doutrina fere o sacrifício de Cristo por nós, tirando Dele e colocando em nós mesmos o poder por nossa libertação. Não adianta nada Jesus ter morrido por mim, se não rejeitei várias vezes (uma vez só não adianta, o bicho é tinhoso) que quando pequena comi uma balinha na festa de Cosme e Damião, e essa bala estava consagrada ao caboclo não-sei-das-quantas (como vou saber, se eu era pequenininha e não sabia o que era caboclo?). O sangue de Cristo não tem poder nenhum sobre mim se eu não confessar os pecados que meu tataravô, aquele escravocrata, ou será escravo, ou será até mesmo algum índio canibal (sou descendente de negros, índios e brancos) cometeu naqueeeela época, e que abriu a brecha para que um demônio qualquer atormentasse pessoas da minha família até chegar a mim, a sortuda que tem a ferramenta da cura interior para me salvar! Mas e aí, como me lembrar dos pecados do meu tataravô? Mal conheci meu avô!!! Ah, mas para isso existem os intercessores, só eles podem ver o passado, presente e talvez o futuro! E, descoberto o problema e feita a renúncia, outra brecha do passado surge e lá vamos nós investiga-la de novo…
A doutrina da libertação e cura interior acaba se tornando uma prisão sem fim, onde demora-se anos para que uma vida seja restaurada, porém onde não há muitas vezes interesse em se perder anos com uma vida quando se pode ministrar vidas ao atacado todas as semanas. Se a ministração é superficial e serve mais para confundir do que para esclarecer não importa, o importante é que estamos fazendo a obra de Deus. Mas Deus disse para substituirmos Seu Filho por métodos?
Jesus disse que veio nos trazer vida e liberdade. Numa sinagoga em Nazaré, Ele abriu o livro do profeta Isaías no capítulo 61:
O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração de vista aos cegos, para por em liberdade os oprimidos e apregoar o ano aceitável do Senhor. – Lc 4.18
Então passou Jesus a dizer-lhes: hoje se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir. – Lc 4.21
Se já se cumpriu no Reino de Deus a libertação dos cativos e oprimidos, para que precisamos pesquisar nosso passado em busca de todos os envolvimentos malignos? O batismo e o confessar a Cristo não têm poder nenhum?
Têm sim. Quando aceitamos a Cristo como nosso Senhor temos todos os pecados perdoados por Seu sangue e em Jesus somos justificados diante de Deus. Porém essa tem que ser uma verdade em nosso coração, não apenas de boca. O sermos santos não nos impedirá de termos problemas, de sermos atribulados, de sermos perseguidos, pois a boa-nova diz que no mundo teremos aflições, porém Jesus venceu o mundo e, com Ele, somos também vencedores. Cristo nos liberta, quem nos aprisiona são sistemas e doutrinas humanas, cercadas muitas vezes por uma aura mística que lhes denota um poder especial. Não é preciso fazer curso de cura interior para expulsar demônios (os discípulos fizeram?), mas muitos estão fazendo porque a idéia lhes foi muito bem vendida.
Queremos verdadeira cura interior? Peçamos a Cristo que nos faça uma cirurgia cardíaca espiritual, tirando nosso coração de pedra e colocando, em seu lugar, um coração de carne. Rapidinho vamos ver os resultados, e nem precisaremos perder tempo nomeando demônios.
BEREIANOS.
Fonte: [ Uma estrangeira no mundo ]
A CABANA.
TENHO CONVERSADO COM MUITOS CRENTES, E VARIOS DELES JÁ LERAM OU ESTÃO LENDO ESTE LIVRO, NESTE POST DO DR. PAULO ROMEIRO, ELE NOS DÁ UMA INTERPRETAÇÃO DA INTENÇÃO DO CONTEUDO DESSE LIVRO A LUZ DA BIBLIA, E ASSIM DA MESMA FORMA ESSA HERESIA ASSIM COMO OUTRAS COMO: ( TEOLOGIA DA PROSPERIDADE, CURA INTERIOR, QUEBRA DE MALDIÇOES, BATALHA ESPIRITUAL*...), NÃO RESISTEM A PALAVRA DE DEUS, E SE COMPROVAM COMO... "DOUTRINA DE DEMONIOS"... LEIA O TEXTO ABAIXO E COMPROVE VOCE MESMO.
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September 17, 2009
As Confusões da "Cabana" - Dr. Paulo Romeiro*
Já faz tempo que o liberalismo teológico tem assediado e invadido uma boa parte do campo evangélico brasileiro. Os prejuízos para a pregação do evangelho têm sido enormes. A decadência doutrinária aumenta com rapidez e muitos crentes estão cada vez mais confusos.
Por várias décadas, o liberalismo teológico vem ganhando espaço nas denominações históricas e em seus seminários. Nos últimos anos, porém, alguns segmentos pentecostais foram atingidos por essa corrente de pensamento, algo inimaginável até então, pois, ser pentecostal significa crer no poder e na Palavra de Deus.
A exemplo dos liberais, alguns pentecostais se julgam espertos o suficiente para duvidar de Deus e da sua Palavra. Hostilizar o cristianismo, exaltar a dúvida e questionar a Bíblia Sagrada tornou-se para muitos um sinal de academicismo e inteligência.
É o que vemos hoje através das igrejas emergentes, que pregam uma ortodoxia generosa,¹ onde as verdades e temas vitais da fé cristã perdem sua importância. Tudo indica que há uma apostasia se instalando em muitas igrejas evangélicas, algo já predito na Palavra de Deus e que aponta para a volta de Cristo (2 Ts 2.3; 2 Tm 4.1; 2 Tm 4.1-4; 2 Pe 2.1).
É num solo assim, fértil para a semeadura e crescimento de distorções das doutrinas centrais da fé cristã que surge o livro A Cabana² promovendo o liberalismo teológico e fazendo sucesso entre os evangélicos e a sociedade em geral.
Este artigo apresenta uma breve análise, à luz da Bíblia, sobre esse best-seller a fim de responder algumas indagações de muitos cristãos.
I – Definições
Liberalismo teológico: Movimento da teologia protestante que surgiu no século XIX com o objetivo de modificar o cristianismo a fim de adaptá-lo à cultura e à ciência modernas.
O liberalismo rejeita o conceito tradicional das Escrituras Sagradas como revelação divina proposital e detentora de autoridade, preferindo o conceito de que a revelação é o registro das experiências religiosas evolutivas da humanidade. Apregoa também um Jesus mestre e modelo de ética, e não um redentor e Salvador divino.
Pluralismo religioso: A crença de que há muitos caminhos que levam a Deus, que há diversas expressões da verdade sobre ele, e que existem vários meios válidos para a salvação.
Relativismo: Negação de quaisquer padrões objetivos ou absolutos, especialmente em relação à ética. O relativismo propala que a verdade depende do indivíduo ou da cultura.
Teologia relacional (teísmo aberto): Conceito teológico segundo o qual alguns atributos tradicionalmente ligados a Deus devem ser rejeitados ou reinterpretados. Segundo seus proponentes, Deus não é onisciente e nem onipotente. A presciência divina é limitada pelo fato de Deus ter concedido livre-arbítrio aos seres humanos.
II – O livro A cabana
A história do livro
Durante uma viagem que deveria ser repleta de diversão e alegria, uma tragédia marca para sempre a vida da família de Mack Allens: sua filha mais nova, Missy, desaparece misteriosamente. Depois de exaustivas investigações, indícios de que ela teria sido assassinada são encontrados numa velha cabana.
Imerso numa dor profunda e paralisante, Mack entrega-se à Grande Tristeza, um estado de torpor, ausência e raiva que, mesmo após quatro anos de desaparecimento da menina, insiste em não diminuir.
Um dia, porém, ele recebe um bilhete, assinado por Deus, convidando-o para um encontro na cabana abandonada. Cheio de dúvidas, mas procurando um meio de aplacar seu sofrimento, Mack atende ao chamado e volta ao cenário de seu pesadelo.
Chegando lá, sua vida dá uma nova reviravolta. Deus, Jesus e o Espírito Santo estão à sua espera para um “acerto de contas” e, com imensa benevolência, travam com Mack surpreendentes conversas sobre vida, morte, dor, perdão, fé, amor e redenção, fazendo-o compreender alguns dos episódios mais tristes de sua história (Informações extraídas da orelha do livro).
O livro é uma ficção cristã, um gênero que cresce muito na cultura cristã contemporânea e comunica sua mensagem de uma forma leve e fácil de se ler. O autor, William P. Young trata de temas vitais para a fé cristã tais como: Quem é Deus? Quem é Jesus? Quem é o Espírito Santo? O que é a Trindade? O que é salvação? Jesus é o único caminho para Deus?
III – Pontos principais do livro³
1. Hostilidade ao cristianismo
“As orações e os hinos dos domingos não serviam mais, se é que já haviam servido... A espiritualidade do Claustro não parecia mudar nada na vida das pessoas que ele conhecia... Mack estava farto de Deus e da religião...” (p. 59).
“Nada do que estudara na escola dominical da igreja estava ajudando. Sentia-se subitamente sem palavras e todas as suas perguntas pareciam tê-lo abandonado” (81).
Resposta bíblica: Jesus disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra a sua Igreja (Mt 16.18).
2. Experiência acima da revelação
As soluções para os probemas da vida surgem de experiência extrabíblicas e não da Palavra de Deus. As alegadas revelações da “Trindade” são a base de todo o enredo do livro. Mesmo fazendo alusões às verdades bíblicas, elas não são a base autoritativa da mensagem.
3. A rejeição de Sola Scriptura
A Cabana rejeita a autoridade da Bíblia como o único instrumento para decidir as questões de fé e prática. Para ouvir Deus, Mack é convidado a ouvir Deus numa cabana através de experiências e não através da leitura e meditação da Bíblia Sagrada.
Resposta bíblica: Rm 15.4: “Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança”.
2 Tm 3.16, 17: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a coreção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”.
A igreja não precisa de uma nova revelação, mas de iluminação para entender o que foi revelado nas Escrituras.
4. Uma visão antibíblica da natureza e triunidade de Deus
Além de errar sobre a Bíblia, A Cabana apresenta uma visão distorcida sobre a Trindade. Deus aparece como três pessoas separadas, o que pode ser chamado de triteísmo.
O autor tenta negar isso ao escrever: “Não somos três deuses e não estamos falando de um deus com três atitudes, como um homem que é marido, pai e trabalhador. Sou um só Deus e sou três pessoas, e cada uma das três é total e inteiramente o um” (p. 91).
Young parece endossar uma pluralidade de Deus em três pessoas separadas: duas mulheres e um homem (p. 77). Deus o pai é apresentado como uma negra enorme, gorda (p. 73, 74, 75, 76, 79), governanta e cozinheira, chamada Elousia (p.76).
Jesus aparece como um homem do Oriente Médio, vestido de operário, com cinto de ferramentas e luvas, usando jeans cobertos de serragem e uma camisa xadrez com mangas enroladas acima dos cotovelos, mostrando os antebraços musculosos. Não era bonito (p. 75).
O Espírito Santo é apresentado como uma mulher asiática e pequena (p. 74), chamada Sarayu (p. 77, 101).
Resposta bíblica: Dentro da natureza do único Deus verdadeiro há três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. São três pessoas distintas, mas, não separadas como o livro apresenta. Além disso, o Pai e o Espírito Santo não possuem um corpo físico. Veja Jó 10.4; João 4.24 e Lucas 24.39.
5. A punição do pecado
O livro apregoa que Deus não castiga os pecados: “Mas o Deus que me ensinaram derramou grandes doses de fúria, mandou o dilúvio e lançou pessoas num lago de fogo. — Mack podia sentir sua raiva profunda emergindo de novo, fazendo brotar as perguntas, e se chateou um pouco com sua falta de controle. Mas perguntou mesmo assim: — Honestamente, você não gosta de castigar aqueles que a desapontam? Diante disso, Papai interrompeu suas ocupações e virou-se para Mack. Ele pôde ver uma tristeza profunda nos olhos dela. — Não sou quem você pensa, Mackenzie. Não preciso castigar as pessoas pelos pecados. O pecado é o próprio castigo, pois devora as pessoas por dentro. Meu objetivo não é castigar. Minha alegria é curar. — Não entendo...”
Resposta bíblica:
A Cabana mostra um Deus apenas de amor e não de justiça. Apesar da Bíblia ensinar que Deus é amor, não falha em apresentá-lo como um Deus de justiça que pune o pecado:
“A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18.4).
“Semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro” (Rm 1.27).
“porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23).
“E a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (2 Ts 1.7, 8). Cristo morreu pelos nossos pecados (1Co 15.3).
6. O milagre da encarnação
O livro apresenta uma visão errada da encarnação de Jesus Cristo: “Quando nós três penetramos ne existência humana sob a forma do Filho de Deus, nos tornamos totalmente humanos. Também optamos por abraçar todas as limitações que isso implicava. Mesmo que tenhamos estado sempre presentes nesse universo criado, então nos tornamos carne e sangue” (p. 89).
Resposta bíblica:
De acordo com a Bíblia, somente o verbo encarnou (Jo 1.14). Veja ainda Gl 4.4; Cl 2.9 e 1Tm 2.5.
7. Jesus, o melhor ou único caminho para o Pai?
No livro, Jesus é apresentado como o melhor e não o único caminho para Deus: “Eu sou o melhor modo que qualquer humano pode ter de se relacionar com Papai ou com Sarayu” (p. 101).
Resposta bíblica:
A Bíblia é muito clara ao afirmar que Cristo é o único que pode salvar: Is 43.11; Jo 6.68; Jo 14.6; At 4.12 e 1 Tm 2.5.
8. Patripassionismo
O livro promove uma antiga heresia denominada patripassionismo, que é o sofrimento do Pai na cruz: “O olhar de Mack seguiu o dela, e pela primeira vez ele notou as cicatrizes nos punhos da negra, como as que agora presumia que Jesus também tinha nos dele. Ela permitiu que ele tocasse com ternura as cicatrizes, marcas de furos fundos” (p. 86). “Olhou para cima e notou novamente as cicatrizes nos pulsos dela” (p. 92). “Você não viu os ferimento em Papai também”? (p. 151).
Resposta bíblica
A Bíblia mostra que foi Jesus quem sofreu na cruz e recebeu as marcas dos cravos e não o Pai ou o Espírito Santo. Veja João 20.20, 25, 28.
9. Universalismo
A Cabana promove o universalismo, isto é, que todas as pessoas serão salvas, não importa a sua religião ou sistema de crença. “Os que me amam estão em todos os sistemas que existem. São budistas ou mórmons, batistas ou muçulmanos, democratas, republicanos e muitos que não votam nem fazem parte de qualquer instituição religiosa. Tenho seguidores que foram assassinos e muitos que eram hipócritas. Há banqueiros, jogadores, americanos e iraquianos, judeus e palestinos” (p. 168, 169).
“Não tenho desejo de torná-los cristãos, mas quero me juntar a eles em seu processo para se transformarem em filhos e filhas do Papai, em irmãos e irmãs, em meus amados” (p. 169).
Jesus afirma: “A maioria das estradas não leva a lugar nenhum. O que isso significa é que eu viajarei por qualquer estrada para encontrar vocês” (p. 169).
Resposta bíblica
Não há base bíblica para tais afirmações. A Palavra de Deus ensina que não existe salvação fora de Jesus Cristo. Apesar de o universalismo ser uma doutrina agradável, popular e que reflete a política da boa vizinhança, a Bíblia afirma que nem todos serão salvos: Veja Mt 7. 13, 14; 25.31-46; 2 Ts 3.2.
NOTAS
* Pastor presidente da ICT - Igreja Cristã da Trindade; Presidente da Agir - Agência de Informações Religiosas
¹ Brian McLaren. Uma ortodoxia generosa. Brasília. Editora Palavra. 2007. Este livro promove muitas das propostas denunciadas neste estudo.
² YOUNG, William P. A cabana. Rio de Janeiro. Editora Sextante. 2008.
³ Algumas idéias foram extraídas de um trabalho publicado por Norman Geisler: “Norm Geisler Takes “The Shack”to the Wood Shed. Acessado em 18 de dezembro de 2008. www.thechristianworldview.com
BIBLIOGRAFIA
EVANS, C. Stephen. Dicionário de apologética e filosofia da religião. São Paulo. Vida. 2004.
NICODEMUS, Augustus. O que estão fazendo com a Igreja. São Paulo. Mundo Cristão. 2008.
PIPER, John et alli. Teísmo aberto: uma teologia além dos limites bíblicos. São Paulo. Editora vida. 2006.
WILSON, Douglas (org.). Eu não sei mais em quem eu tenho crido: confrontando a teologia relacional. São Paulo. Editora Cultura Cristã. 2006.
YOUNG, William P. A cabana. Rio de Janeiro. Editora Sextante. 2008.
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September 17, 2009
As Confusões da "Cabana" - Dr. Paulo Romeiro*
Já faz tempo que o liberalismo teológico tem assediado e invadido uma boa parte do campo evangélico brasileiro. Os prejuízos para a pregação do evangelho têm sido enormes. A decadência doutrinária aumenta com rapidez e muitos crentes estão cada vez mais confusos.
Por várias décadas, o liberalismo teológico vem ganhando espaço nas denominações históricas e em seus seminários. Nos últimos anos, porém, alguns segmentos pentecostais foram atingidos por essa corrente de pensamento, algo inimaginável até então, pois, ser pentecostal significa crer no poder e na Palavra de Deus.
A exemplo dos liberais, alguns pentecostais se julgam espertos o suficiente para duvidar de Deus e da sua Palavra. Hostilizar o cristianismo, exaltar a dúvida e questionar a Bíblia Sagrada tornou-se para muitos um sinal de academicismo e inteligência.
É o que vemos hoje através das igrejas emergentes, que pregam uma ortodoxia generosa,¹ onde as verdades e temas vitais da fé cristã perdem sua importância. Tudo indica que há uma apostasia se instalando em muitas igrejas evangélicas, algo já predito na Palavra de Deus e que aponta para a volta de Cristo (2 Ts 2.3; 2 Tm 4.1; 2 Tm 4.1-4; 2 Pe 2.1).
É num solo assim, fértil para a semeadura e crescimento de distorções das doutrinas centrais da fé cristã que surge o livro A Cabana² promovendo o liberalismo teológico e fazendo sucesso entre os evangélicos e a sociedade em geral.
Este artigo apresenta uma breve análise, à luz da Bíblia, sobre esse best-seller a fim de responder algumas indagações de muitos cristãos.
I – Definições
Liberalismo teológico: Movimento da teologia protestante que surgiu no século XIX com o objetivo de modificar o cristianismo a fim de adaptá-lo à cultura e à ciência modernas.
O liberalismo rejeita o conceito tradicional das Escrituras Sagradas como revelação divina proposital e detentora de autoridade, preferindo o conceito de que a revelação é o registro das experiências religiosas evolutivas da humanidade. Apregoa também um Jesus mestre e modelo de ética, e não um redentor e Salvador divino.
Pluralismo religioso: A crença de que há muitos caminhos que levam a Deus, que há diversas expressões da verdade sobre ele, e que existem vários meios válidos para a salvação.
Relativismo: Negação de quaisquer padrões objetivos ou absolutos, especialmente em relação à ética. O relativismo propala que a verdade depende do indivíduo ou da cultura.
Teologia relacional (teísmo aberto): Conceito teológico segundo o qual alguns atributos tradicionalmente ligados a Deus devem ser rejeitados ou reinterpretados. Segundo seus proponentes, Deus não é onisciente e nem onipotente. A presciência divina é limitada pelo fato de Deus ter concedido livre-arbítrio aos seres humanos.
II – O livro A cabana
A história do livro
Durante uma viagem que deveria ser repleta de diversão e alegria, uma tragédia marca para sempre a vida da família de Mack Allens: sua filha mais nova, Missy, desaparece misteriosamente. Depois de exaustivas investigações, indícios de que ela teria sido assassinada são encontrados numa velha cabana.
Imerso numa dor profunda e paralisante, Mack entrega-se à Grande Tristeza, um estado de torpor, ausência e raiva que, mesmo após quatro anos de desaparecimento da menina, insiste em não diminuir.
Um dia, porém, ele recebe um bilhete, assinado por Deus, convidando-o para um encontro na cabana abandonada. Cheio de dúvidas, mas procurando um meio de aplacar seu sofrimento, Mack atende ao chamado e volta ao cenário de seu pesadelo.
Chegando lá, sua vida dá uma nova reviravolta. Deus, Jesus e o Espírito Santo estão à sua espera para um “acerto de contas” e, com imensa benevolência, travam com Mack surpreendentes conversas sobre vida, morte, dor, perdão, fé, amor e redenção, fazendo-o compreender alguns dos episódios mais tristes de sua história (Informações extraídas da orelha do livro).
O livro é uma ficção cristã, um gênero que cresce muito na cultura cristã contemporânea e comunica sua mensagem de uma forma leve e fácil de se ler. O autor, William P. Young trata de temas vitais para a fé cristã tais como: Quem é Deus? Quem é Jesus? Quem é o Espírito Santo? O que é a Trindade? O que é salvação? Jesus é o único caminho para Deus?
III – Pontos principais do livro³
1. Hostilidade ao cristianismo
“As orações e os hinos dos domingos não serviam mais, se é que já haviam servido... A espiritualidade do Claustro não parecia mudar nada na vida das pessoas que ele conhecia... Mack estava farto de Deus e da religião...” (p. 59).
“Nada do que estudara na escola dominical da igreja estava ajudando. Sentia-se subitamente sem palavras e todas as suas perguntas pareciam tê-lo abandonado” (81).
Resposta bíblica: Jesus disse que as portas do inferno não prevaleceriam contra a sua Igreja (Mt 16.18).
2. Experiência acima da revelação
As soluções para os probemas da vida surgem de experiência extrabíblicas e não da Palavra de Deus. As alegadas revelações da “Trindade” são a base de todo o enredo do livro. Mesmo fazendo alusões às verdades bíblicas, elas não são a base autoritativa da mensagem.
3. A rejeição de Sola Scriptura
A Cabana rejeita a autoridade da Bíblia como o único instrumento para decidir as questões de fé e prática. Para ouvir Deus, Mack é convidado a ouvir Deus numa cabana através de experiências e não através da leitura e meditação da Bíblia Sagrada.
Resposta bíblica: Rm 15.4: “Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança”.
2 Tm 3.16, 17: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a coreção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra”.
A igreja não precisa de uma nova revelação, mas de iluminação para entender o que foi revelado nas Escrituras.
4. Uma visão antibíblica da natureza e triunidade de Deus
Além de errar sobre a Bíblia, A Cabana apresenta uma visão distorcida sobre a Trindade. Deus aparece como três pessoas separadas, o que pode ser chamado de triteísmo.
O autor tenta negar isso ao escrever: “Não somos três deuses e não estamos falando de um deus com três atitudes, como um homem que é marido, pai e trabalhador. Sou um só Deus e sou três pessoas, e cada uma das três é total e inteiramente o um” (p. 91).
Young parece endossar uma pluralidade de Deus em três pessoas separadas: duas mulheres e um homem (p. 77). Deus o pai é apresentado como uma negra enorme, gorda (p. 73, 74, 75, 76, 79), governanta e cozinheira, chamada Elousia (p.76).
Jesus aparece como um homem do Oriente Médio, vestido de operário, com cinto de ferramentas e luvas, usando jeans cobertos de serragem e uma camisa xadrez com mangas enroladas acima dos cotovelos, mostrando os antebraços musculosos. Não era bonito (p. 75).
O Espírito Santo é apresentado como uma mulher asiática e pequena (p. 74), chamada Sarayu (p. 77, 101).
Resposta bíblica: Dentro da natureza do único Deus verdadeiro há três pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. São três pessoas distintas, mas, não separadas como o livro apresenta. Além disso, o Pai e o Espírito Santo não possuem um corpo físico. Veja Jó 10.4; João 4.24 e Lucas 24.39.
5. A punição do pecado
O livro apregoa que Deus não castiga os pecados: “Mas o Deus que me ensinaram derramou grandes doses de fúria, mandou o dilúvio e lançou pessoas num lago de fogo. — Mack podia sentir sua raiva profunda emergindo de novo, fazendo brotar as perguntas, e se chateou um pouco com sua falta de controle. Mas perguntou mesmo assim: — Honestamente, você não gosta de castigar aqueles que a desapontam? Diante disso, Papai interrompeu suas ocupações e virou-se para Mack. Ele pôde ver uma tristeza profunda nos olhos dela. — Não sou quem você pensa, Mackenzie. Não preciso castigar as pessoas pelos pecados. O pecado é o próprio castigo, pois devora as pessoas por dentro. Meu objetivo não é castigar. Minha alegria é curar. — Não entendo...”
Resposta bíblica:
A Cabana mostra um Deus apenas de amor e não de justiça. Apesar da Bíblia ensinar que Deus é amor, não falha em apresentá-lo como um Deus de justiça que pune o pecado:
“A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18.4).
“Semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro” (Rm 1.27).
“porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23).
“E a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (2 Ts 1.7, 8). Cristo morreu pelos nossos pecados (1Co 15.3).
6. O milagre da encarnação
O livro apresenta uma visão errada da encarnação de Jesus Cristo: “Quando nós três penetramos ne existência humana sob a forma do Filho de Deus, nos tornamos totalmente humanos. Também optamos por abraçar todas as limitações que isso implicava. Mesmo que tenhamos estado sempre presentes nesse universo criado, então nos tornamos carne e sangue” (p. 89).
Resposta bíblica:
De acordo com a Bíblia, somente o verbo encarnou (Jo 1.14). Veja ainda Gl 4.4; Cl 2.9 e 1Tm 2.5.
7. Jesus, o melhor ou único caminho para o Pai?
No livro, Jesus é apresentado como o melhor e não o único caminho para Deus: “Eu sou o melhor modo que qualquer humano pode ter de se relacionar com Papai ou com Sarayu” (p. 101).
Resposta bíblica:
A Bíblia é muito clara ao afirmar que Cristo é o único que pode salvar: Is 43.11; Jo 6.68; Jo 14.6; At 4.12 e 1 Tm 2.5.
8. Patripassionismo
O livro promove uma antiga heresia denominada patripassionismo, que é o sofrimento do Pai na cruz: “O olhar de Mack seguiu o dela, e pela primeira vez ele notou as cicatrizes nos punhos da negra, como as que agora presumia que Jesus também tinha nos dele. Ela permitiu que ele tocasse com ternura as cicatrizes, marcas de furos fundos” (p. 86). “Olhou para cima e notou novamente as cicatrizes nos pulsos dela” (p. 92). “Você não viu os ferimento em Papai também”? (p. 151).
Resposta bíblica
A Bíblia mostra que foi Jesus quem sofreu na cruz e recebeu as marcas dos cravos e não o Pai ou o Espírito Santo. Veja João 20.20, 25, 28.
9. Universalismo
A Cabana promove o universalismo, isto é, que todas as pessoas serão salvas, não importa a sua religião ou sistema de crença. “Os que me amam estão em todos os sistemas que existem. São budistas ou mórmons, batistas ou muçulmanos, democratas, republicanos e muitos que não votam nem fazem parte de qualquer instituição religiosa. Tenho seguidores que foram assassinos e muitos que eram hipócritas. Há banqueiros, jogadores, americanos e iraquianos, judeus e palestinos” (p. 168, 169).
“Não tenho desejo de torná-los cristãos, mas quero me juntar a eles em seu processo para se transformarem em filhos e filhas do Papai, em irmãos e irmãs, em meus amados” (p. 169).
Jesus afirma: “A maioria das estradas não leva a lugar nenhum. O que isso significa é que eu viajarei por qualquer estrada para encontrar vocês” (p. 169).
Resposta bíblica
Não há base bíblica para tais afirmações. A Palavra de Deus ensina que não existe salvação fora de Jesus Cristo. Apesar de o universalismo ser uma doutrina agradável, popular e que reflete a política da boa vizinhança, a Bíblia afirma que nem todos serão salvos: Veja Mt 7. 13, 14; 25.31-46; 2 Ts 3.2.
NOTAS
* Pastor presidente da ICT - Igreja Cristã da Trindade; Presidente da Agir - Agência de Informações Religiosas
¹ Brian McLaren. Uma ortodoxia generosa. Brasília. Editora Palavra. 2007. Este livro promove muitas das propostas denunciadas neste estudo.
² YOUNG, William P. A cabana. Rio de Janeiro. Editora Sextante. 2008.
³ Algumas idéias foram extraídas de um trabalho publicado por Norman Geisler: “Norm Geisler Takes “The Shack”to the Wood Shed. Acessado em 18 de dezembro de 2008. www.thechristianworldview.com
BIBLIOGRAFIA
EVANS, C. Stephen. Dicionário de apologética e filosofia da religião. São Paulo. Vida. 2004.
NICODEMUS, Augustus. O que estão fazendo com a Igreja. São Paulo. Mundo Cristão. 2008.
PIPER, John et alli. Teísmo aberto: uma teologia além dos limites bíblicos. São Paulo. Editora vida. 2006.
WILSON, Douglas (org.). Eu não sei mais em quem eu tenho crido: confrontando a teologia relacional. São Paulo. Editora Cultura Cristã. 2006.
YOUNG, William P. A cabana. Rio de Janeiro. Editora Sextante. 2008.
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